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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Hans Zimmer - Old Souls (Inception Soundtrack)

Pra quem ainda desconfia de que essa vida pode ser um grande sonho - de um sábio chinês ou de uma borboleta.

"Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade"
(Raul Seixas)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Echochrome

Inspirado na obra dos artistas gráficos e rappers M.C. Escher e Oscar Reutersvär por suas construções “impossíveis” e incursões ao infinito, Echochrome é um puzzle game eletrônico que explora as mudanças de perspectiva e a ilusão de ótica. Esse jogo, desenvolvido para os consoles PS3 e PSP da Sony, consiste basicamente em controlar o cenário fazendo com que a realidade vista pelo jogador mude conforme o ângulo enxergado, usando-se, para isso, de cinco leis ou mistérios, segundo o próprio game: Perspectiva de percurso, sobreposição, existência, ausência e salto.



1. Perspectiva de percurso - quando dois caminhos parecem tocar-se, eles tocam.
2. Perspectiva de sobreposição - quando um caminho parece encontrar-se sobre outro, ele está.
3. Perspectiva de existência - quando uma abertura entre dois caminhos não pode ser vista e os caminhos parecem estar unidos, eles estão.
4. Perspectiva de ausência - se um buraco está oculto, não existe.
5. Perspectiva de salto - quando o caminhante salta, chega ao chão do que parece estar sob ele.

A partir dessas leis, o jogo é construído. Sua interface é simples e limpa. Duas cores apenas ele possui: Preto e branco. Os cenários são basicamente retângulos vetoriais, os quais unidos dão corpo a plataformas “movediças”. O personagem, que é um boneco de manequim, tem como objetivo percorrer as diversas plataformas dispostas na tela para encontrar suas sombras ou os bonecos correspondentes (seus ecos) e também desviar-se de seus bonecos-oponentes, afim de não serem anulados. O jogador não consegue controlar o boneco, que anda ininterruptamente, mas controla o cenário mudando sua perspectiva (ver vídeo). A princípio parece uma tarefa fácil, mas, em ironia com a proposta do game, não é tão fácil quanto parece, nem tão simples quanto soa. Aí se encontra a originalidade do game, e sua consequente genialidade. Para driblar os becos e encontrar os ecos do jogo, tudo depende da criatividade e da imaginação do jogador/observante. A trilha sonora ficou por conta de Hideki Sakamoto, que fez um brilhante trabalho de composição, parte essencial e irremovível da obra.

"Echochrome é a prova definitiva de que é possível produzir um bom jogo de video game sem ter que necessariamente mergulhar de cabeça em uma enxurrada tecnológica." (Carlos Ferreira, Equipe Baixaki)

"Bem-vindo ao mundo de Echochrome. Você pode não ver, mas existe um caminho." (Slogan dos criadores)



Ler também:
Echoshift - Desafiando o tempo
M.C. Escher - A Arte do Impossível

terça-feira, 4 de maio de 2010

Verdade e Ficção



Muito se fala sobre as religiões, se são verídicas ou não, ou se podemos confiar no que dizem, de fato; mas até que ponto a verdade realmente importa? Eu acredito na poesia, mesmo que seja "mera" fantasia. Eu acredito nos mortos, porque eles nos trouxeram a vida; além de nos continuarem trazendo, por todo o sempre, até que um dia seja vinda a nossa vez. Bem-vinda ou não.

Ultimamente tenho pensado bastante nisso, mesmo, no que realmente importa e o que realmente importou nas coisas que fizemos ou realizamos em nossas vidas. Será que a coerência, ou a incoerência, algum dia de fato atrapalhou no resultado final de uma obra? Não falo de pontes ou torres, mas poderia, sim, falar de Pisa. Talvez o próprio atrapalhar-se seja parte da beleza humana. Talvez, não seja talvez e sim certamente. O que um dia pareceu transtorno, falha, síndrome de alguma coisa, no outro dia acabou em... Pizza? O que era fogo, trevas, terror e tempestade, foi um simples copo d'água... Metade vazio, metade cheio, importa? Cada um tem seu caminho, escolhido e empurrado pelas próprias cirscunstâncias da vida, esse personagem que criamos e escolhemos para fazer parte de nossa... peça. O diretor é ator, mas às vezes se esquece. Quem sou para falar da religião alheia? Não sou líder, nem fiel, e muito menos Messias. Mas tenho meus momentos de ternura, busca ou liderança. Ou, talvez não seja ou e sim e; várias coisas ao mesmo tempo, o que tenho plena convicção (fervorosa ou condensada) de que isso acontece com todos, inclusive com nossos Messias e Messi(as), que foram homens e mulheres acima de tudo. Entre tudo, entretanto...

Hoje aconteceram duas coisas engraçadas durante o meu dia. Sentado em um ônibus, uma pessoa sentou-se à minha frente, com os cabelos presos sobre a cabeça, deixando em sua nuca apenas três pequeninos fios, que desciam por seu pescoço, desinteressadamente, de forma tão leve, que apenas obedeciam sua razão de ser. Era uma mulher. Distraído, olhei para seu pescoço sem pensar. Posso dizer "sem pensar" porque não me dei conta de que, ali, naquele momento, eu não olhava mais para um pescoço e, sim, para uma jugular. Eu não era "eu mesmo", era eu animal. Coisas de ser humano. No mesmo instante, a pessoa, sem se virar, passa a mão por entre o pescoço como se tivesse sentido alguma coisa, alguma ação, uma "metonímia"
. E então percebi. Foi real? Fiquei intrigado, mudei de lugar. Em outra hora do dia, porém, andando pelas ruas da cidade, vi um pombo. Eu tinha pressa, mas pude ver suas cores. Cinza, com uma faixa branca no peito e duas faixas verde e rosa, brilhando quentes no pescoço. Pensei, "que bonito". E perguntei, "quem foi que lhe desenhou?". O céu que estava nublado se abriu. Um sol tremendo despontou, arrepiando nossos pelos dizendo: "eu ainda estou aqui". Ri, com minhas idéias e descrenças.

Foi apenas coincidência? Pode ser, pode não ser. É mais poético pensar que não, ou sim, foi um raio de sol que pousou sobre minha cabeça e a de todos os outros que andavam tão ocupados e pelados sobre suas certezas. Cegos de um rei. Filhos de um pé só.

"There is some fiction in your truth, and some truth in your fiction. To know the truth, you must risk everything." ~ Animatrix, Kid's Story

terça-feira, 20 de abril de 2010

Shulman (Set for Fluid Radio)


Shulman é um renomado projeto de música ambient, mais voltado ao psy, formado pelos músicos e djs Yaniv Shulman e Omri Harpaz. Eles são o verdadeiro significado do profissionalismo, no sentido mais leve da palavra. O equilíbrio em es(π)ral.

"The Shulman project, comprised of Yaniv Shulman and later joined by Omri Harpaz, is considered one of the leading groups in the psychedelic chill out and ambient scene and have performed in large festivals all around the world. Shulman's music is filled with evolving organic layers backed by rich harmonies. Shulman have released 3 artist albums and numerous releases on compilations by leading labels throughout the world. At the moment the guys are busy working on several new projects, and developing their live performance, advancing electronic music live shows to a new level of musical richness and interest.

Shulman represents true innovation of psychedelic chill out and ambient and is known for breaking borders and morphing new sounds. Shulman’s music is characterized by many ground-breaking sounds and effects, mystical melodies, hypnotic beats, and acoustical instruments, all combined brilliantly creating beautiful harmonies, interesting sonic structures, and deep emotional moments. [...]"
~ Shulman's Myspace

Para escutar: Exclusive Shulman Mix