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sábado, 1 de outubro de 2011

Cientista desenvolve droga que deixa as pessoas mais compassivas

Impressionante! Cientista desenvolve droga que deixa as pessoas mais compassivas e generosas. Antes de lançar ao mercado, porém, falta uma quantidade maciça de testes a serem feitos em animais como ratos, coelhos, cachorros e macacos. Testes de superdosagem, efeitos colaterais, toxicidade, etc.


A notícia acima é fictícia, porém, seria uma espécie de ativismo interessante. Drogas que trabalhem a empatia. Mas aí entraríamos nas velhas questões sociais do Mundo Novo. De onde vem a compaixão?

No conto "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley, as pessoas das sociedades modernas eram manipuladas fisica e psicologicamente desde a gestação, de uma forma extremamente invasiva, mas que, para a época, era considerada normal. Já estamos caminhando para isso, lentamente.

Caminhamos conscientemente?

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Pai, perdoa-os

Já perceberam que os pais raramente pedem desculpas a seus filhos?


Independente do tipo ou re(li)gião em que se encontra a família, pais quase sempre são incapazes de pedir desculpas. Cabe aos filhos entenderem?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

George Carlin - Bad News (legendado)

Crítica social ao "entretenimento" da tv e do por que a vinheta do Plantão da rede Globo mexe tanto com as pessoas. Sad but true.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Tudo é um acorde

Hoje li uma manchete na internet cuja chamada dizia que as pessoas se apaixonam pela música da mesma forma com que são atraídas para o "sexo, drogas, jogo ou comida saborosa". Há alguns anos atrás, fiz a experiência de "viver apenas de som". Todos os dias ao amanhecer, eu colocava o fone de ouvido e ouvia cinco minutos da minha música predileta. O resto do dia não comia mais nada. Tá bom, um suquinho de leve eu tomava. Resultado: até hoje nunca mais me alimentei - e tô vivo - ainda. Virei um acorde.

Brincadeiras à parte, gostei do artigo. Quem nunca pegou uma música e ficou repetindo-a, ouvindo-a, como se estivesse viciado na peça? Se levarmos em realização que os objetos vivos* estão em constante estado de vibração desde as suas moléculas mais pequenas até as maiores - e que cada estado de vibração possui uma frequência específica que interage com o resto todo produzindo os diversos tipos de harmonia - e se colocarmos um pouquinho de poesia nessa estória tremenda - então o universo inteiro é um grande acorde. Aliás, uma música, ou uma sinfonia.



*existe um objeto morto?

sábado, 7 de agosto de 2010

A Velha Ordem Mundial

Trecho do livro “Homo Ludens”, de Johan Huizinga. Capítulo Natureza e Significado do Jogo como Fenômeno Cultural.

           [...] Reina dentro do domínio do jogo uma ordem específica e absoluta. E aqui chegamos a sua outra característica, mais positiva ainda: ele cria ordem e é ordem. Introduz na confusão da vida e na imperfeição do mundo uma perfeição temporária e limitada, exige uma ordem suprema e absoluta: a menor desobediência a esta “estraga o jogo”, privando-o de seu caráter próprio e de todo e qualquer valor. É talvez devido a esta afinidade profunda entre a ordem e o jogo que este, como assinalamos de passagem, parece estar em tão larga medida ligado ao domínio da estética. Há nele uma tendência para ser belo. Talvez este fator estético seja aquele impulso de criar formas ordenadas que penetra o jogo em todos os seus aspectos. As palavras que empregamos para designar seus elementos pertencem quase todas à estética. São as mesmas palavras com as quais procuramos descrever os efeitos da beleza: tensão, equilíbrio, compensação, contraste, variação, solução, união e desunião. O jogo lança sobre nós um feitiço: é “fascinante”, “cativante”. Está cheio das duas qualidades mais nobres que somos capazes de ver nas coisas: o ritmo e a harmonia.

           O elemento da tensão, a que acabamos de nos referir, desempenha no jogo um papel especialmente importante. Tensão significa incerteza, acaso. Há um esforço para levar o jogo até ao desenlace, o jogador quer que alguma coisa “vá” ou “saia”, pretende “ganhar” à custa de seu próprio esforço. Uma criança estendendo a mão para um brinquedo, um gatinho brincando com um novelo, uma garotinha jogando bola, todos eles procuram conseguir alguma coisa difícil, ganhar, acabar com uma tensão. O jogo é “tenso”, como se costuma dizer. É este elemento de tensão e solução que domina em todos os jogos solitários de destreza e aplicação, como os quebra-cabeças, as charadas, os jogos de armar, as paciências, o tiro ao alvo, e quanto mais estiver presente o elemento competitivo mais apaixonante se torna o jogo. Esta tensão chega ao extremo nos jogos de azar e nas competições esportivas. Embora o jogo enquanto tal esteja para além do domínio do bem e do mal, o elemento de tensão lhe confere um certo valor ético, na medida em que são postas à prova as qualidades do jogador: sua força e tenacidade, sua habilidade e coragem e, igualmente, suas capacidades espirituais, sua “lealdade”. Porque, apesar de seu ardente desejo de ganhar, deve sempre obedecer às regras do jogo.

           Por sua vez, estas regras são um fator muito importante para o conceito do jogo. Todo jogo tem suas regras. São estas que determinam aquilo que “vale” dentro do mundo temporário por ele circunscrito. As regras de todos os jogos são absolutas e não permitem discussão. Uma vez, de passagem, Paul Valéry exprimiu uma idéia das mais importantes: “No que diz respeito às regras de um jogo, nenhum ceticismo é possível, pois o princípio no qual elas assentam é uma verdade apresentada como inabalável”. E não há dúvida de que a desobediência às regras implica a derrocada do mundo do jogo. O jogo acaba: O apito do árbitro quebra o feitiço e a vida “real” recomeça.

           O jogador que desrespeita ou ignora as regras é um “desmancha-prazeres”. Este, porém, difere do jogador desonesto, do batoteiro, já que o último finge jogar seriamente o jogo e aparenta reconhecer o círculo mágico. É curioso notar como os jogadores são muito mais indulgentes para com o batoteiro do que com o desmancha-prazeres; o que se deve ao fato de este último abalar o próprio mundo do jogo. Retirando-se do jogo, denuncia o caráter relativo e frágil desse mundo no qual, temporariamente, se havia encerrado com os outros. Priva o jogo da ilusão – palavra cheia de sentido e que significa, literalmente, “em jogo” (de inlusio, illudere, ou inludere). Torna-se, portanto, necessário expulsá-lo, pois ele ameaça a existência da comunidade dos jogadores. A figura do desmancha-prazeres desenha-se com mais nitidez nos jogos infantis. A pequena comunidade não procura averiguar se o desmancha-prazeres abandona o jogo por incapacidade ou por imposição alheia, ou melhor, não reconhece sua incapacidade e acusa-o de falta de audácia. Para ela, o problema da obediência e da consciência é reduzido ao do medo ao castigo. O desmancha-prazeres destrói o mundo mágico, portanto, é um covarde e precisa ser expulso. Mesmo no universo da seriedade, os hipócritas e os batoteiros sempre tiveram mais sorte do que os desmancha-prazeres: os apóstatas, os hereges, os reformadores, os profetas e os objetores de consciência.


Todavia, freqüentemente acontece que, por sua vez, os desmancha-prazeres fundam uma nova comunidade, dotada de regras próprias. Os fora da lei, os revolucionáris, os membros das sociedades secretas, os hereges de todos os tipos têm tendências fortemente associativas, se não sociáveis, e todas as suas ações são marcadas por um certo elemento lúdico.”

HUIZINGA, Johan, 1872-1945. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura / Johan Huizinga ; [tradução João Paulo Monteiro] – São Paulo : Perspectiva, 2008. – (Estudos / dirigida por J. Guinsburg). Pg. 13-15

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Eles vivem - They live (1988)

They Live ("Eles vivem") é um filme de ficção sobre a existência de extraterrestres vivendo no meio de nós, disfarçados de seres humanos mas com um plano secreto, dominar a raça humana. Além da superfície do roteiro, da super ficção envolvida, gostei da mensagem de "trás" do filme. O protagonista me lembrou muito Rambo, Charles Bronson ou até mesmo Ben, do Full Throttle - aquele que resolve as coisas ao seu modo, e rápido. Mas a vida não é um filme, e "nem sempre" as coisas se resolvem ao nosso modo, ou rápido. Os filmes, aliás, até mostram o destino dos durões - às vezes. Atrás de um western moderno, entretanto, e precursor de Matrix e outros, está uma boa crítica aos valores consumistas contemporâneo(s).

0:34 - Sente o blues.....


SPOILER - Algumas frases da estória me chamaram bastante a atenção pela forma com que foram colocadas. Algumas até me lembraram de Waking Life *, o filme.


- Eu não gosto que ninguém me siga a não ser que eu saiba o motivo.
- E eu não gosto de seguir ninguém, até descobrir aonde ele está indo.


- Deixa isso pra lá, cara. Não é da minha conta, e nem da sua. [...] Eu tenho um serviço agora, e eu pretendo mantê-lo. Estou andando na linha branca o tempo todo, não incomodo ninguém e ninguém me incomoda. Você deveria começar a fazer o mesmo!
- A linha branca está no meio da pista. Esse é o pior lugar para se dirigir.


Regra de ouro: Aqueles que têm o ouro fazem as regras.

"Às vezes quando eu assisto a TV, eu deixo de ser eu mesma. Eu sou uma estrela das séries, ou tenho o meu próprio Talk show, ou eu estou nas manchetes saindo de uma limousine, indo a um lugar imporante. Tudo o que eu tenho fazer é ser famosa. As pessoas me assistem, e elas me amam. E eu nunca envelheço, e eu nunca morro."

Em sua sociedade repressora, somos seus cúmplices involuntários. Suas intenções de domínio baseiam-se na aniquilação de nossa consciência. Fomos jogados dentro de uma trama. Eles nos fizeram indiferentes. Para nós mesmos, para os outros. Estamos focados em nossos próprios interesses, apenas. Eles estão à salvo enquanto não são descobertos. Esse é o seu principal método de sobrevivência. Mantendo-nos dormindo, fazendo-nos cada vez mais egoístas, mantendo-nos sedados.

Eles vivem, nós dormimos.


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Google inside

O Google é meu pastor e nada me faltará, diz o ditado moderno. A empresa Google já conseguiu criar um invisível e poderoso império dentro de um pequeno e relativo período da história humana. Eu, particularmente, acho interessante a possibilidade de anexar, ajuntar e aglutinar informações em um canal só - ter na palma da mão o planeta inteiro ou o que, pelo menos, achamos sê-lo - porém, o que acontece quando todos esses dados ficam em um só lugar? O detentor dessas informações vira "Deus". O Pastor que cuida das ovelhas, dá-lhes comida, pasto e proteção agora é onipotente e onipresente, sabe o que cada uma pensa e desvenda seus segredos mais íntimos, entregues religiosamente na (santa) barra do confessionário.

Se conhecimento é poder, como diz o jargão, quem tem mais conhecimento tem mais domínio. Voltaire disse uma vez que se o Criador não existisse teríamos de inventá-lo, porém - Ele(a) existindo ou não - já inventamos um bem parecido. Se alguém está em tudo e em todo lugar, em tempo real, quem seria esse alguém na mitologia cristã? No Brasil, o gigante dos tentáculos tem mais poder que o Lula e que o polvo alemão juntos. Eu, particularmente, não gosto da idéia de ser monitorado ou de ter minhas escolhas facilmente rastreáveis, por mais "inofensivas" que sejam. É claro, eles podem querer apenas nosso bem (ofertando-nos produtos de acordo com nossas melhores preferências, inclusive), mas é possível sentir-se confortável com tantas câmeras? O show não pode parar, diz outro jargão ocidental, mas e quando não quisermos viver mais atrelados à roda?

Eu poderia discorrer sobre o Apocalipse, Calendário Maia, mas fica pro ano que vem ou o próximo... o importante é que, para tudo na vida, é preciso confiança. Como confiar em algo que não se vê? Ele te vê, você não O vê. Que espécie de jogo é esse, afinal? Não é um jogo, é assunto sério, de fato. Não que a seriedade não envolva jogo e vice-versa, mas... a sensação que me dá é que, ao mesmo tempo em que temos mais conforto e facilidade nas cidades, nossa liberdade e privacidade é restringida. Não falo apenas pelo número de pessoas que aumenta no planeta, mas pelo número de formas que se criam para identificá-las. Quem não deve não teme, diria outra máxima antiga, mas quem não teme deveria pelo menos estar aberto à dúvida, à desconfiança. Isso é o mínimo que podemos fazer enquanto seres críticos, no bom sentido da palavra. Entretanto, ter nossas conversas e dados "interceptados" online é um caminho inevitável e lógico no mundo da rede. Como estabelecer uma conexão sem um meio? Como estabelecer um meio sem uma conexão?

Em um mundo extrafísico, poderíamos igualmente ter nossas conversas telepáticas interceptadas pelos anjos da Matrix. Mas se eles são anjos, que proveito tirariam em escutar nossas conversas? Há coisas mais importantes para se preocupar, como a vida dos pássaros e das abelhas, por exemplo. No fundo, e a princípio, para se usufruir de um Estado é preciso confiar em seus governantes e em seus membros, declarados ou não. Confiar, ou não usar, eis a questão. Confiar ou não ser usado, eis outra. Eu confio, logo uso. Mas com o plugue sempre atrás da orelha.



Para ler:
Google: Os longos tentáculos da gigante de buscas

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Thievery Corporation - 33 Degree

Essa música daria um belo roteiro de filme, tipo Matrix ou Equilibrium. Com sua batida hipnotizante e letras aguçadas, Thievery Corporation continua sendo um grande projeto internacional.

No 2:33, dá até pra escutar o barulho do fósforo...


"I'm the president of the shadow government
The grand governor of the federal reserve
Public enemy of the society
The one you cannot see, the thirty three degree"


Before you call the shot but now it's our turn
Blow up the system now and tables have turned
Your hidden knowledge you thought I'd never learn
I strike a match and make the whole place burn

I'm the real WMD
I'm your number one public enemy
I'm the one, your runaway slaves
I'm the one, the one who got away......

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Echochrome

Inspirado na obra dos artistas gráficos e rappers M.C. Escher e Oscar Reutersvär por suas construções “impossíveis” e incursões ao infinito, Echochrome é um puzzle game eletrônico que explora as mudanças de perspectiva e a ilusão de ótica. Esse jogo, desenvolvido para os consoles PS3 e PSP da Sony, consiste basicamente em controlar o cenário fazendo com que a realidade vista pelo jogador mude conforme o ângulo enxergado, usando-se, para isso, de cinco leis ou mistérios, segundo o próprio game: Perspectiva de percurso, sobreposição, existência, ausência e salto.



1. Perspectiva de percurso - quando dois caminhos parecem tocar-se, eles tocam.
2. Perspectiva de sobreposição - quando um caminho parece encontrar-se sobre outro, ele está.
3. Perspectiva de existência - quando uma abertura entre dois caminhos não pode ser vista e os caminhos parecem estar unidos, eles estão.
4. Perspectiva de ausência - se um buraco está oculto, não existe.
5. Perspectiva de salto - quando o caminhante salta, chega ao chão do que parece estar sob ele.

A partir dessas leis, o jogo é construído. Sua interface é simples e limpa. Duas cores apenas ele possui: Preto e branco. Os cenários são basicamente retângulos vetoriais, os quais unidos dão corpo a plataformas “movediças”. O personagem, que é um boneco de manequim, tem como objetivo percorrer as diversas plataformas dispostas na tela para encontrar suas sombras ou os bonecos correspondentes (seus ecos) e também desviar-se de seus bonecos-oponentes, afim de não serem anulados. O jogador não consegue controlar o boneco, que anda ininterruptamente, mas controla o cenário mudando sua perspectiva (ver vídeo). A princípio parece uma tarefa fácil, mas, em ironia com a proposta do game, não é tão fácil quanto parece, nem tão simples quanto soa. Aí se encontra a originalidade do game, e sua consequente genialidade. Para driblar os becos e encontrar os ecos do jogo, tudo depende da criatividade e da imaginação do jogador/observante. A trilha sonora ficou por conta de Hideki Sakamoto, que fez um brilhante trabalho de composição, parte essencial e irremovível da obra.

"Echochrome é a prova definitiva de que é possível produzir um bom jogo de video game sem ter que necessariamente mergulhar de cabeça em uma enxurrada tecnológica." (Carlos Ferreira, Equipe Baixaki)

"Bem-vindo ao mundo de Echochrome. Você pode não ver, mas existe um caminho." (Slogan dos criadores)



Ler também:
Echoshift - Desafiando o tempo
M.C. Escher - A Arte do Impossível

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Keep on movin'

Lembrei-me de um filme bonito que assisti há algum tempo e gostaria de compartilhar com quem está lendo. Chama-se Dúvida (Doubt). Vale a pena pra quem tem dúvida, ou até pra quem está muito certo.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Religião do futuro

"A religião do futuro será cósmica e transcenderá um Deus pessoal, evitando os dogmas e a Teologia. Abrangendo os terrenos materiais e espirituais, essa religião será baseada num certo sentido religioso procedente da experiência de todas as Coisas, naturais e espirituais, como uma unidade expressiva ou como a expressão da Unidade." - A. Einstein

Essa frase de Albert Einstein sobre o que seria a "religião do futuro" lembrou-me de outra, por John Lennon, e que foi tão mal interpretada pelos cristãos, em geral...

"Christianity will go. It will vanish and shrink. I needn't argue about that. I'm right and I will be proved right. We're more popular than Jesus now. Jesus was all right, but his disciples were thick and ordinary. It's them twisting it that ruins it for me. I don't know which will go first - rock and roll, or Christianity." - J. Lennon

"O Cristianismo vai seguir seu caminho. Desaparecerá e encolherá. Não preciso argumentar sobre isso. Estou certo e o tempo provará. Nós somos mais populares do que Jesus agora. Jesus era legal, mas seus discípulos eram grossos e ordinários. O fato de eles distorcerem as coisas é o que arruína tudo, para mim. Não sei o que irá primeiro, o rock'n'roll ou o Cristianismo."

Love is my religion, Ziggy Marley

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Cid Moreira, Grande Irmão

Esse post é em homenagem a Cid Moreira. Quando eu era pequeno, essa voz tinha tanto poder, que eu inconscientemente considerava-a como algo divino, onipresente e onipotente, já que ela sabia de toda a programação da televisão, o que estava por vir e o que já passou... lembram-se do Fantástico? Aquela voz que anunciava...



... A verdade e a ficção?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Verdade e Ficção



Muito se fala sobre as religiões, se são verídicas ou não, ou se podemos confiar no que dizem, de fato; mas até que ponto a verdade realmente importa? Eu acredito na poesia, mesmo que seja "mera" fantasia. Eu acredito nos mortos, porque eles nos trouxeram a vida; além de nos continuarem trazendo, por todo o sempre, até que um dia seja vinda a nossa vez. Bem-vinda ou não.

Ultimamente tenho pensado bastante nisso, mesmo, no que realmente importa e o que realmente importou nas coisas que fizemos ou realizamos em nossas vidas. Será que a coerência, ou a incoerência, algum dia de fato atrapalhou no resultado final de uma obra? Não falo de pontes ou torres, mas poderia, sim, falar de Pisa. Talvez o próprio atrapalhar-se seja parte da beleza humana. Talvez, não seja talvez e sim certamente. O que um dia pareceu transtorno, falha, síndrome de alguma coisa, no outro dia acabou em... Pizza? O que era fogo, trevas, terror e tempestade, foi um simples copo d'água... Metade vazio, metade cheio, importa? Cada um tem seu caminho, escolhido e empurrado pelas próprias cirscunstâncias da vida, esse personagem que criamos e escolhemos para fazer parte de nossa... peça. O diretor é ator, mas às vezes se esquece. Quem sou para falar da religião alheia? Não sou líder, nem fiel, e muito menos Messias. Mas tenho meus momentos de ternura, busca ou liderança. Ou, talvez não seja ou e sim e; várias coisas ao mesmo tempo, o que tenho plena convicção (fervorosa ou condensada) de que isso acontece com todos, inclusive com nossos Messias e Messi(as), que foram homens e mulheres acima de tudo. Entre tudo, entretanto...

Hoje aconteceram duas coisas engraçadas durante o meu dia. Sentado em um ônibus, uma pessoa sentou-se à minha frente, com os cabelos presos sobre a cabeça, deixando em sua nuca apenas três pequeninos fios, que desciam por seu pescoço, desinteressadamente, de forma tão leve, que apenas obedeciam sua razão de ser. Era uma mulher. Distraído, olhei para seu pescoço sem pensar. Posso dizer "sem pensar" porque não me dei conta de que, ali, naquele momento, eu não olhava mais para um pescoço e, sim, para uma jugular. Eu não era "eu mesmo", era eu animal. Coisas de ser humano. No mesmo instante, a pessoa, sem se virar, passa a mão por entre o pescoço como se tivesse sentido alguma coisa, alguma ação, uma "metonímia"
. E então percebi. Foi real? Fiquei intrigado, mudei de lugar. Em outra hora do dia, porém, andando pelas ruas da cidade, vi um pombo. Eu tinha pressa, mas pude ver suas cores. Cinza, com uma faixa branca no peito e duas faixas verde e rosa, brilhando quentes no pescoço. Pensei, "que bonito". E perguntei, "quem foi que lhe desenhou?". O céu que estava nublado se abriu. Um sol tremendo despontou, arrepiando nossos pelos dizendo: "eu ainda estou aqui". Ri, com minhas idéias e descrenças.

Foi apenas coincidência? Pode ser, pode não ser. É mais poético pensar que não, ou sim, foi um raio de sol que pousou sobre minha cabeça e a de todos os outros que andavam tão ocupados e pelados sobre suas certezas. Cegos de um rei. Filhos de um pé só.

"There is some fiction in your truth, and some truth in your fiction. To know the truth, you must risk everything." ~ Animatrix, Kid's Story

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Personal Jesus

— Neo, eu sabia que você me salvaria.
— Eu não salvei você, garoto. Você que se salvou.*

terça-feira, 30 de março de 2010

BBB e Aquários


A diferença entre o BBB e um Aquário genuíno é que o único prêmio que os cativos de verdade ganharão é a morte.

"Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golden living dreams of visions
Mystic crystal revelation
And the mind's true liberation
Aquarius! Aquarius!"

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sentimental

"Sempre que alguém diz 'não devemos ser sentimentais', entenda-se que está prestes a fazer algo cruel. E se acrescentar: 'temos que ser realistas', significa que vai ganhar dinheiro com isso."

— Brigid Brophy



Sinopse: Depois da Terceira Guerra Mundial, um conselho chega à conclusão de que a humanidade não sobreviveria a uma quarta. É então criada uma droga chamada Prozium que inibe todo e qualquer tipo de emoção humana [considerada a causa dos males globais]. Todos são obrigados a tomar doses diárias dessa droga. Toda forma de arte (música, pintura, literatura, etc) foi banida e aqueles que quebram tais leis, são exterminados sem julgamento. Para garantir tais leis é criado um grupo chamado Clero Grammaton, homens especialmente treinados e praticamente invencíveis. Mas o que acontece quando o mais respeitado clérigo John Preston resolve se libertar do sistema?

http://www.agalaxia.com.br/dvd/resenhas/equilibrium.htm

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Diógenes de Sínope

"Ninguém tem paciência comigo."

do site Wikipedia (adaptado)

Diógenes de Sínope (em grego antigo: Διογένης ὁ Σινωπεύς; Sínope, 404 ou 412 a.C. – Corinto, c. 323 a.C.), também conhecido como Diógenes, o Cínico, foi um filósofo da Grécia Antiga. Os detalhes de sua vida são conhecidos através de anedotas (chreia), especialmente as reunidas por Diógenes Laércio em sua obra Vidas e Opiniões de Filósofos Eminentes. Diógenes de Sínope foi exilado de sua cidade natal e se mudou para Atenas, onde teria se tornado um discípulo de Antístenes, antigo pupilo de Sócrates. Tornou-se um mendigo que habitava as ruas de Atenas, fazendo da pobreza extrema uma virtude; diz-se que teria vivido num grande barril, no lugar de uma casa, e perambulava pelas ruas carregando uma lamparina, durante o dia, alegando estar procurando por um homem honesto.

Eventualmente estabeleceu-se em Corinto, onde continuou a buscar o ideal cínico da auto-suficiência: uma vida que fosse natural e não dependesse das luxúrias da civilização. Por acreditar que a Virtude era melhor revelada na ação e não na teoria, sua vida consistiu duma campanha incansável para desbancar as instituições e valores sociais do que ele via como uma sociedade corrupta.

Segundo Diógenes Laércio, a morte de Diógenes ocorreu no mesmo dia em que Alexandre, o Grande, morreu na Babilônia. Outra lenda conta que Sócrates morreu no dia em que Diógenes nasceu. Segundo a tradição, Diógenes vivia a perambular pelas ruas na mais completa miséria, até que um dia foi aprisionado por piratas para, posteriormente, ser vendido como escravo. Um homem com boa educação chamado Xeníades o comprou, e logo pôde constatar a inteligência de seu novo escravo, confiando-lhe, assim, tanto a gerência de seus bens quanto a educação de seus filhos.

Diógenes levou ao extremo os preceitos cínicos de seu mestre Antístenes. Foi o exemplo vivo que perpetuou a indiferença cínica perante o mundo. Desprezava a opinião pública e parece ter vivido em uma pipa ou barril. Seus únicos bens eram um alforje, um bastão e uma tigela (que simbolizavam o desapego e auto-suficiência perante o mundo), sendo ele conhecido como o filósofo que vivia como um cão.

A felicidade - entendida como autodomínio e liberdade - era a verdadeira realização de uma vida. Sua filosofia combatia o prazer, o desejo e a luxúria pois isto impedia a auto-suficiência. A virtude - como em Aristóteles - deveria ser praticada e isto era mais importante que teorias sobre a virtude.
Diógenes é tido como um dos primeiros homens (antecedido por Sócrates com a sua célebre frase "Não sou nem ateniense nem grego, mas sim um cidadão do mundo.") a afirmar, "Sou uma criatura do mundo (cosmos), e não de um estado ou uma cidade (polis) particular", manifestando assim um cosmopolitismo relativamente raro em seu tempo. Diógenes parece ter escrito tragédias ilustrativas da condição humana e também uma República que teria influenciado Zenão de Cítio, fundador do estoicismo. De fato, a influência cínica sobre o estoicismo é bastante saliente.

Provavelmente, Diógenes foi o mais folclórico dos filósofos. São inúmeras as histórias que se contavam sobre ele já na Antigüidade. É famosa, por exemplo, a história de que ele saía em plena luz do dia com uma lanterna acesa procurando por homens verdadeiros (ou seja, homens auto-suficientes e virtuosos). Igualmente famosa é sua história com Alexandre, o Grande, que, ao encontrá-lo, ter-lhe-ia perguntado o que poderia fazer por ele. Acontece que devido à posição em que se encontrava, Alexandre fazia-lhe sombra. Diógenes, então, olhando para o Sol, disse: "Não me tires o que não me podes dar!" (variante: "deixe-me ao meu sol"). Essa resposta impressionou vivamente Alexandre, que, na volta, ouvindo seus oficiais zombarem de Diógenes, disse: "Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes." Outra história famosa é a de que, tendo sido repreendido por estar se masturbando em público, simplesmente exclamou: "Oh! Mas que pena que não se possa viver apenas esfregando a barriga!"

Outra história, ainda, é a de que um dia Diógenes foi visto pedindo esmola a uma estátua. Quando lhe perguntaram o motivo de tal conduta ele respondeu "por dois motivos: primeiro é que ela é cega e não me vê, e segundo é que eu me acostumo a não receber algo de alguém e nem depender de alguém."

A temática do cão



Muitas anedotas sobre Diógenes referem-se a seu comportamento semelhante ao de um cachorro, além de seu elogio às virtudes dos cachorros. Não é sabido se Diógenes considerava-se insultado pelo epiteto "canino" e fez dele uma virtude, ou se ele assumiu sozinho a temática do cão para si. Os termos modernos cínico e cinismo derivam da palavra grega kynikos, a forma adjetiva de kynon, que significa cachorro. Diógenes acreditava que os humanos viviam artificialmente e de maneira hipócrita, e poderiam fazer bem ao estudar o cão. Afinal, o cão é capaz de realizar suas funções corporais naturais em público sem constrangimento, um cachorro comerá "qualquer" coisa, e não fará estardalhaço sobre que lugar dormir. Cachorros vivem o presente sem ansiedade, e não possuem as pretensões da filosofia abstrata. Somando-se ainda a estas virtudes, cachorros aprendem instintivamente quem é amigo e quem é inimigo. Diferente dos humanos, que enganam e são enganados uns pelos outros, cães reagem com honestidade frente à verdade. [carece de fontes, rs]

Como colocado anteriormente, a associação de Diógenes com cachorros foi rememorada pelos Coríntios, que erigiram em sua memória um pilar sobre o qual descansa um cão entalhado em mármore de Paros.

Sua Obra

É em parte por causa de seu comportamento escandaloso que os escritos de Diógenes caíram no quase total esquecimento. Com efeito, a politeia (a República), escrita por Diógenes, ataca diversos valores do mundo grego, preconizando, entre outros, a antropofagia, a liberdade sexual total, a indiferença à sepultura, a igualdade entre homens e mulheres, a negação do sagrado, a supressão das armas e da moeda e o repúdio à arrecadação em prol da cidade e de suas leis. Por outro lado, Diógenes considerava o apego como sendo absurdo: não se deve apegar-se a outra pessoa, por exemplo. Por muitas destas razões, Diógenes de Sínope é considerado um precursor do Anarquismo no período clássico. Certos estóicos, portanto próximos da corrente cínica de Diógenes, parecem ter preferido dissimular e esquecer essa herança julgada "embaraçosa".

Precedente do anarquismo

Diógenes de Sinope, por seus escritos sobre a igualdade de gênero, pelas críticas que tecia aos "homens de bem", governantes das pólis de seu tempo e a sociedade segmentada entre ricos e despossuídos, por seu repúdio à religião, é considerado por muitos libertários como um importante predecessor da filosofia anarquista na antiguidade.


Nas reflexões desenvolvidas pelo filósofos cínicos, pode-se reconhecer importantes princípios do anarquismo ainda na Grécia Antiga. Segundo o historiador inglês Donald R. Dudley, em particular no pensamento de Diógenes podem ser identificados muitos elementos presentes no movimento anarquista da contemporaneidade. Em seu artigo "Aristóteles e o Anarquismo" (Aristotle and Anarchism) o filósofo estadunidense David Keyt afirma que as sementes do anarquismo filosófico podem ser mais facilmente encontradas nas idéias de Diógenes de Sínope do que nas de Sócrates. Este mesmo autor confere também a Diógenes a defesa do gérmen do proto-internacionalismo na Antiguidade, uma vez que o próprio Diógenes, refutando todas as identidades vinculadas as cidades estados e povos antigos, e negando assim a imprescindibilidade da pólis (apolis), se definia como cidadão do cosmos (kosmopolitê). O peso do pensamento ácrata de Diógenes na filosofia da Antiguidade faz com que este autor considere a hipótese de Aristóteles estar em parte reagindo e se contrapondo às idéias de Diógenes quando faz sua defesa das pólis.

Em relação a temática do casamento, Diógenes refuta o modelo familiar grego afirmando que as esposas deveriam ser mantidas em comum, não reconhecendo nenhuma legitimidade em qualquer união baseada na coerção, mas somente nas relações que se baseiem na persuasão entre pares.

Keyt apresenta ainda a perspectiva de Diógenes em relação à escravidão. Sua crítica à escravidão estaria focada no caráter de voluntarismo da parte dominada em relação à dominante: escravos sentem necessidade de mestres. Em relação a este tema, a posição de Diógenes se aproxima das reflexões apresentadas por Étienne de La Boétie sobre a servidão voluntária. Além de ser outro importante precedente do anarquismo no final do medievo, La Boétie fora a seu tempo tradutor de diversos escritos relacionados aos cínicos, adotando também a metodologia cínica baseada na inventividade, no uso da ironia, em jogos de palavras e paradoxos.

"Na casa de um rico não há lugar para se cuspir, a não ser em sua cara."
— Diógenes de Sínope

Da perspectiva apresentada por Roca e Álvarez, Diógenes de Sínope pode ser considerado também um predecessor dos happenings como ferramenta de contestação política. Ainda na ótica destes autores, através de suas ações provocativas individuais com as quais contestava toda forma de autoridade (Diógenes adorava ridicularizar Platão enquanto autoridade filosófica) e de sacralidade, Diógenes pode ser considerado um importante precedente da vertente libertária conhecida como anarcoindividualismo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Diógenes_de_Sínope

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Poematrix












Onde você pensa que vai
saindo assim, toda enc-riptada?
Não tô mais te entendendo não...

cena do filme Matrix, the Red Woman

domingo, 31 de janeiro de 2010

O diabo tem muitas Caras


O maior truque do diabo... foi qual mesmo?

domingo, 24 de janeiro de 2010

Dalí e a Maçonaria?

Antes eu apenas suspeitava, agora confirmei. Apesar de não ter achado nenhuma referência (ainda) sobre Salvador Dalí ser maçom ou ter participado de alguma forma na maçonaria, o quadro abaixo possui vários símbolos e elementos da própria maçonaria ― ou, senão, é o elemento em si ― ou, ainda, a maçonaria é tão universal, que acaba aparecendo nas coisas da vida ― ou vai saber...

Vejam:


Dalí's Hand Drawing Back the Golden Fleece in the Form of a Cloud
to Show Gala the Dawn, Completely Nude, Very, Very Far Away
Behind the Sun (stereoscopic work, left component), 1977

 O Código Dalí

1. Acácia - Ou “mimosa”, representa a imortalidade, a inocência e a pureza, além da segurança e a certeza. Foi um ramo de acácia que os companheiros de Hiram encontraram em seu túmulo improvisado. A Acácia é inicialmente um símbolo da verdadeira Iniciação para uma nova vida, a ressurreição para uma vida futura ― de acordo com os maçons e outros esotéricos. Pesquisando pela internet, encontrei um site maçom usando a palavra também para referir-se à figura da Mulher, de forma poética:

"A verdadeira acácia é aquela que contribui para a melhoria de sua família, da nossa Loja Maçônica e da sociedade em geral, e se diz presente sempre que a colaboração a chama. Para que isto seja ainda melhor, basta que todas as acácias estejam conscientes da sua necessária participação e estarem sempre prontas, quando convocadas, para participar de algum evento, seja festivo ou filantrópico (principalmente) e de forma decisiva trabalhar em prol do bem estar social das classes menos favorecidas da nossa sociedade, pois só assim teremos um mundo melhor."* 

"A mulher, acima de tudo, é MÃE. E não há palavra mais bela, mais suave e mais plena de conteúdo que lábios humanos sejam capazes de pronunciar; ao mesmo tempo pequena e imensa, significa o consolo da aflição, a luz na desesperança, a força na derrota; é o peito onde reclinamos nossa cabeça, a mãe que nos abençoa, o olho que nos protege. [...] A mulher para nós, MAÇONS, é a maior estrela brilhante neste universo."* 

2. Avental - Símbolo do trabalho Maçónico. Os aprendizes e companheiros usam avental branco sem qualquer ornamento. Existem obediências em que os companheiros usam avental branco, bordado com a côr do rito. Os mestres usam avental branco, bordado com a cor do rito (azul ou vermelho), com letras/símbolos da mesma cor da banda.


Avental Companheiro Maçom

3. Bode - A figura do bode, segundo muitos sites maçônicos, hoje em dia não passa de uma brincadeira para denominar os próprios maçons, entre eles, mas sua origem remete a uma prática muito antiga, do povo judeu, que trata-se do dito bode expiatório. "Dois bodes eram levados, juntamente a um touro, ao lugar de sacrifício [assassinato] como parte dos Korbanot do Templo de Jerusalém. No templo, os sacerdotes sorteavam um dos bodes. Um era queimado em holocausto no altar de sacrifício com o touro. O segundo tornava-se o bode expiatório, pois o sacerdote punha suas mãos sobre a cabeça do animal e confessava os pecados do povo de Israel. Posteriormente, o bode era deixado ao relento na natureza selvagem, 'levando' consigo os pecados de toda a gente, para ser reclamado pelo anjo caído Azazel." Por isso maçons foram chamados de bodes, em referência ao trabalho em segredo e silêncio, devido à perseguição sofrida no passado. » para saber mais



4. Colunas - Símbolo dos limites do mundo, da vida e da morte, do elemento masculino e do elemento feminino, do ativo e do passivo.




5. Compasso - Representa a justiça e a exatidão, símbolo do espírito, do pensamento, do relativo (círculo) dependente do ponto inicial (absoluto). Os círculos traçados com o compasso representam as lojas.

6. Esquadro - Resultado da união da linha vertical com a linha horizontal, é o símbolo da retidão e também da ação do Homem sobre a matéria e sobre si mesmo. Simboliza a moralidade. O esquadro também pode fazer referência ao quadrado, ao número quatro ou à própria terra. Quando unido ao compasso, emprega a função de salientar a importância da associação indispensável e fundamental entre o mundo espiritual e o mundo material.



7. Espada - Acessório muito usado nas cerimônias maçônicas, a espada é o símbolo do poder, autoridade e emblema dissipador das "trevas da ignorância", além de ser o símbolo do Verbo, do pensamento ativo transmitido pelo iniciado. Nas reuniões de banquetes ritualísticos, é o nome que se dá à faca.

8. Lua - A mulher também pode ser representada pela lua. Como reflexo do Sol, simboliza a vida e a saúde. Símbolo do feminino, da instabilidade, da mudança, da imaginação e da sensibilidade.

9. Degraus - Maçonicamente, subindo são as dificuldades para a vitória das idéias e o esforço despendido para se chegar à “Luz”; descendo é a facilidade com que podemos cair na imperfeição ou vício.



10. Delta - É o triângulo luminoso. Também chamado de Triângulo Fulgurante, representa na Maçonaria o Supremo Criador de todas as coisas, cujo olho luminoso é o Olho da Sabedoria e da Providência, que observa tudo que vê e provê. Ele simboliza também, os atributos da Divindade: Onipresença, Onividência e Onisciência, que o verdadeiro maçon tem como lembrete divino de sua suprema relevância para sua vida. Não sendo efetivamente uma religião, a Maçonaria compreende e reverencia todas as crenças e cada crente maçom pode ter no Delta Luminoso a representação de todos os sentimentos de religiosidade. Ele é como uma lembrança para uma advertência permanente e solene, traduzida pela compreensão fraternal, que não procura sobrepor a importância de qualquer religião em particular, às demais profissões de fé. Delta significa a quarta letra do alfabeto grego, e também é o emblema da Tri-unidade, assim como o primeiro polígono.

Há muitos outros símbolos que podem ser descobertos (ou criados) nesse quadro. Vai da imaginação de cada um, e de qual prisma será utilizado. Ops, alguém aí falou em prisma?

Curiosidades: Dalí co-escreveu um filme de Luis Buñuel, em 1930, chamado L'Âge d'or, o qual foi citado por um site maçônico por ter feito menção à maçonaria em um determindado momento do filme. Pode não significar nada, mas seu outro quadro, Leda Atomica, sim.

Fontes:
O Bode Expiatório
O Bode na Maçonaria
Símbolos Maçônicos
Simbologia Maçônica [2]
Dicionário da Maçonaria
Acácia, Símbolo da Imortalidade