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domingo, 25 de março de 2012

Hora do banho

hauhauaha!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Do Consumo de Carne - Plutarco [Trecho II]

Do Consumo de Carne” (Ou "Sobre Comer Carne")
Título original: On The Eating of Flesh (Περὶ σαρκοφαγίας)

Tradução: Leandro Loan

Fonte (em inglês): Plutarch, Moralia (Vol. XII) - De Seu Carnium - P537
http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Roman/Texts/Plutarch/Moralia/De_esu_carnium*/home.html
http://www.animal-rights-library.com/texts-c/plutarch01.htm



 [Trecho II]

A razão nos invoca agora com novas idéias e um novo desvelo para ingressarmos de novo em nosso discurso de ontem sobre o consumo de carne. É, de fato, uma tarefa difícil, como Cato uma vez disse, engendrar uma disputa contra a barriga dos homens, que não têm ouvidos [nem olhos], desde que a maioria já bebeu daquela bebida de costume, como é próprio de Circe.


Misturando dores e espasmos, truques e lágrimas;


nem é fácil retirar o anzol de comer carne, pregado como está e embebido no prazer da luxúria. E, como os Egípcios, que extraem as vísceras dos mortos e abrem seus corpos à vista do Sol e, então, jogam-nas fora como se fossem a causa de cada pecado que a pessoa cometeu, seria interessante extirparmos nossa gula e derramamento de sangue para nos purificarmos pelo resto da vida, desde que não é exatamente a nossa barriga a responsável pela corrupção da morte; somos poluídos por nossa incontinência. Ainda que, pelo amor de Deus, seja impossível nos desvencilharmos do erro porque já estamos há tempos habituados a ele, tenhamos pelo menos vergonha dos nossos atos. Que se coma por fome, não por luxúria. Que matemos um animal, mas o façamos com tristeza e piedade, nem os abusando nem os atormentando, como muitos hoje em dia estão acostumados a fazer, colocando espetos em brasa no corpo dos suínos para, com o ferro, emulsionar o sangue e, enquanto este circula pelo corpo, possa tornar a carne delicada e macia. Outros pulam sobre o úbere das porcas grávidas e os chutam, para que, quando o sangue, o leite e a coagulação estiverem misturados (que Zeus os purifique!) e os fetos estiverem ao mesmo tempo destruídos no momento do nascer, eles possam comer as partes inflamadas das criaturas. Ainda há outros que costuram os olhos de grous e cisnes, trancando-os na escuridão para serem engordados e, então, condimentam sua carne com monstruosas misturas e temperos apimentados.

2. A partir dessas práticas, é claramente evidente que não é para nutrição, necessidade ou carência, mas por mera luxúria, insolência ou gula que transformaram esse hábito desregrado em prazer. Então, como mulheres insaciáveis em busca pelo gozo, a sua lascívia experimenta de tudo, se perde, e explora toda a gama de libertinagem até que finalmente se acaba em práticas inomináveis, assim, a intemperança em comer vai além do necessário e recorre à crueldade e desordem para dar variedade ao apetite. Para os sentidos, uma vez que abandonam suas medidas naturais, simpatizam uns com os outros pelos seus destemperos, e são atraídos ao mesmo consenso e intemperança. Assim um ouvido corrompido primeiramente escutou música debochada, e as notas suaves e efeminadas que provocam toques indecentes e lascivas cócegas. Essas coisas ensinaram o olho a não se deliciar em danças pírricas, na gesticulação das mãos, ou em elegantes pantomimas, nem em estátuas e quadros refinados; mas para considerar o abate e a morte da humanidade, e as feridas e os duelos, assim como os mais suntuosos espetáculos. Deste modo, mesas desregradas são acompanhadas por copulações destemperadas, músicas desarmônicas são seguidas por vergonhosos deboches, espetáculos bárbaros acompanham canções descaradas, a insensibilidade e crueldade em direção à humanidade é seguida por exibições selvagens nas casas de teatro. Foi por esta razão que o divino Licurgo em seus Três Livros da Lei deu ordens para que as portas e arestas da casa dos homens fosse feita com serra e machado, e que nenhum outro instrumento seria trazido a qualquer outra casa. Não que intencionasse declarar guerra contra brocas e níveis, e outros instrumentos de trabalho mais refinado, mas porque ele sabia muito bem que com essas ferramentas ninguém nunca traria para sua casa um sofá dourado, e ninguém nunca tentararia trazer a um chalé pequeno mesas de prata, carpetes de púrpura ou pedras preciosas; mas, um jantar caseiro e um almoço simples devem acompanhar tal casa, mesa e copos. O início de uma dieta viciosa é seguida por toda sorte de luxúria.

Como um potro desmamado ao lado de sua mãe corre.

3. E que tipo de refeição não é cara? Aquela em que nenhum animal foi posto a morte. Devemos considerar uma alma um custo pequeno? Não chegarei a dizer que bem poderia ser a vida [reencarnada] de sua mãe, ou de seu pai, ou de um amigo ou de uma criança, como Empedocles uma vez declarou; mas daquele participante do sentimento, da visão, da escuta, da imaginação e do intelecto; que cada animal recebeu da Natureza para a aquisição do que lhe é agradável, e para a repulsa do que lhe desagrada. Considere isso você, agora, que tipo de filósofos serviriam melhor para nos humanizar e civilizar: aqueles que nos sugerem comermos nossos próprios filhos e amigos e pais e esposas, depois de sua morte, ou Pitágoras e Empédocles, que tentaram nos habituar a agir justamente com as outras criaturas do planeta? Você ridiculariza o homem que se abstém de comer uma ovelha. Mas deveríamos nos privar de rir, diriam eles, quando vemos vocês cortando pedaços de um pai morto ou de uma mãe e os enviando para amigos distantes e convidando as pessoas presentes a comerem livremente e cordialmente os restos de suas carnes? Mas talvez cometemos um pecado quando tocamos esses livros sem lavarmos nossas mãos e nossos rostos, nossos pés e nossos ouvidos – a menos, por Deus, que seja uma purificação desses próprios membros falar sobre tal assunto dessa maneira, “lavando”, como diria Platão, “a salmoura dos ouvidos de alguém com a água fresca do discurso”. Se alguém deveria comparar esses dois volumes de livros e doutrinas, o primeiro pode servir de filosofia para os Scitios e Sodianos e os Capas Negras, cujas estórias contadas por Heródoto não tiveram crédito; mas os preceitos de Pitágoras e Empédocles foram as leis para os Gregos antigos, ao longo de sua dieta de trigo..... [texto recortado]

4. Quem então foram os autores da seguinte opinião?

O primeiro a forjar a espada da estrada assassina,
E o primeiro a comer a carne de um boi no arado

Este é o caminho, sem dúvidas, no qual tiranos começaram seu trajeto de massacres sanguinolentos. Assim como, por exemplo, em Atenas, abateram inicialmente o pior dos sicofantas e, depois dele, colocaram à morte um segundo e depois um terceiro. Após isso, estando acostumados ao derramamento de sangue, pacientemente viram Niceratus, o filho de Nicias, e seu general Theramenes e Polemarchus, o filósofo, sofrerem lentamente até a morte. Da mesma forma, no começo era um animal selvagem e perigoso que era comido, então um pássaro ou peixe que tinha sua carne despedaçada. E, então, quando nossos instintos assassinos experimentaram sangue e cresceram a partir da morte dos animais selvagens, avançaram para os bois e para as ovelhas bem-comportadas, e para os galos de casa; Pouco a pouco dando aresta firme para nosso apetite insaciável, avançamos para guerras e massacres de seres humanos. Ainda, se alguém uma vez demonstrar que as almas em renascimento fazem uso de corpos comuns e que o que hoje é racional se reverte em irracional, e que o que hoje é selvagem se transforma em doméstico, e que a Natureza muda tudo e atribui novas moradas,

Vestindo almas com diferentes casacos de carne;

isso não deterá o elemento desregrado naqueles que já adotaram a doutrina de implantar indigestão e doenças em nossos corpos, e de perverter nossas almas para uma desordem ainda mais cruel e insana, assim que nos livrarmos do hábito de entreter nossos convidados ou de celebrar um casamento ou amizade a partir do derramamento de sangue?

5. Embora, se o argumento da migração das almas de corpos em corpos não for demonstrado até o ponto de completa aceitação e crença, a própria incerteza deveria nos preencher de atenção e medo. É como se, em um ataque noturno, tivesse você desembainhado sua espada e estivesse prestes a se precipitar sobre um homem caído, cujo corpo estivesse escondido sobre a própria armadura e você escutasse alguém relembrando-o que não tinha tanta certeza, mas que acreditava que a figura prostrada era do seu filho ou do seu irmão ou de seu pai ou companheiro de exército. Qual seria o melhor caminho: aprovar a falsa suspeita e poupar seu inimigo como amigo, ou negligenciar uma autoridade incerta e matar seu amigo como seu inimigo? O último caminho seria declarado como chocante.

Considere a famosa Merope na tragédia, que, levantando uma machadinha contra o próprio filho, o qual ela acreditava ser o assassino do mesmo, disse:

E este golpe que lhe dou é ainda mais custoso;

Que agitação ela causa no teatro, trazendo todos a seus pés, em horror, ao livrar-se do homem que a tenta impedir, se preparando para ferir o jovem. Agora, suponha que um homem estivesse ao seu lado dizendo: “Ataque! é seu inimigo,” e outro, do outro lado dizendo: “Espere! é seu filho”; qual seria a maior injustiça, impedir a punição de um inimigo por causa do filho, ou abater uma criança sob o impulso da raiva contra um adversário? Em um caso, no entanto, em que não é nem ódio, nem raiva, nem auto-defesa e nem medo por nós mesmos que nos induz a matar, mas o simples motivo do hedonismo, e a vítima permanece ali, sob nosso poder de escolha, com o pescoço inclinado, e um de nossos filósofos diz: “Mate-a! É apenas uma besta.” E outro clama: “Espere, e se houver uma alma de um ente querido ou de um amigo dentro dele?” – Bons deuses! Haveria o mesmo perigo se eu me recusasse a comer carne, como se eu por vontade e fé matasse meu próprio filho ou outro amigo?

6. O modo de pensar dos estóicos sobre o tema do consumo da carne é de maneira alguma igual ou coerente a eles. Por que qual é grande “tensão” entre suas barrigas e cozinhas? Por que, estes, que associam o prazer ao feminino e que o denunciam como nem sendo algo bom nem preferível, ou como nem sendo um “princípio avançado” nem algo “comensurado com a Natureza”, de uma hora para outra se tornam advogados zelosos do prazer? Seria certamente uma conseqüência racional de sua doutrina que estes, ao banir perfumes e bolos de seus banquetes, devessem ser muito mais aversos a sangue e carne. Agora, como se quisessem reduzir sua filosofia a seus próprios diários, diminuem as despesas de seus jantares em questões desnecessárias, mas a parte desumana e cruel de suas despesas não é incomodada. “É claro”, dizem eles, “nós humanos não temos nenhum pacto de justiça para com os animais irracionais”. Nem teria você, alguém poderia replicar, qualquer tipo de pacto com o perfume ou com doces exóticos, igualmente. Abstenha-se de animais também, se está expelindo tudo o que for desnecessário e inútil.

7. Vamos considerar, portanto, se devemos ou não justiça aos outros animais não-humanos; mas vamos fazê-lo sem artifícios ou sofismos, fixando nossa atenção em nossas próprias emoções, conversando como seres humanos e pesando e analisando cada questão.   . . .

[O resto do manuscrito está perdido, se um dia foi completo]


Trecho I  - Tradução: Leandro Loan

sábado, 1 de outubro de 2011

Cientista desenvolve droga que deixa as pessoas mais compassivas

Impressionante! Cientista desenvolve droga que deixa as pessoas mais compassivas e generosas. Antes de lançar ao mercado, porém, falta uma quantidade maciça de testes a serem feitos em animais como ratos, coelhos, cachorros e macacos. Testes de superdosagem, efeitos colaterais, toxicidade, etc.


A notícia acima é fictícia, porém, seria uma espécie de ativismo interessante. Drogas que trabalhem a empatia. Mas aí entraríamos nas velhas questões sociais do Mundo Novo. De onde vem a compaixão?

No conto "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley, as pessoas das sociedades modernas eram manipuladas fisica e psicologicamente desde a gestação, de uma forma extremamente invasiva, mas que, para a época, era considerada normal. Já estamos caminhando para isso, lentamente.

Caminhamos conscientemente?

domingo, 28 de agosto de 2011

Rodeo Chess

Os peões do Rodeio, assim como o nome diz, são apenas peças de um triste e macabro tabuleiro, onde muita gente lucra e alguns continuam a reinar, impunes. Pessoas morrem, animais morrem e outros tantos idiotas aplaudem.


Hoje acaba a festa de Barretos. Ano que vem continua, assim como continuam diversas outras festas de rodeio pelo país. Quando isso vai parar?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Et, casa, telefone

Hoje em uma lista de email escutei uma pessoa dizer que não entende o porquê de uma revista de renome publicar uma frase do seguinte tipo "Se os animais tem interesses e direitos, porque os vegetais não deveriam ter?" em uma matéria inteiramente dedicada ao vegetarianismo. Eu respondo:

Porque são loucos, querendo comp(a)rar um macaco a uma banana, um tomate a um cachorro e um elefante a uma cenoura, que não sente, não têm cérebro, nem olhos para ver. Aliás, esse tipo de argumento é a banana que dão aos macacos pra estes não ficarem raivosos quando terminarem de fazer sua leitura. É o argumento rolha, pra fechar a discussão e não deixar o outro sem nada a dizer, nem mesmo reclamar. As revistas têm que ser imparciais, assim como os seriados de televisão, por mais diferentes que sejam. Sempre há diplomacia, por mais que isto às vezes seja impossível. No fundo não é uma loucura, mas uma razão exacerbada, se for ver. Tô diplomatando.

Não li a matéria, mas entrei no link e li a primeira página. O Diretor de Redação, logo no editorial, quis fazer uma média no final pra embelezar o papo. "Há filósofos que sugerem que imoral é não encarar a realidade tal como ela é". Ele pode ter sido vago demais nessa frase, dando margem a interpretações perversas, do tipo: por que negar a realidade tal como ela é? violenta, caótica e prática. Imoral não [é querer manter a realidade, mas não] aceitar a realidade como ela é. Tudo bem, existe a interpretação de que "para sair é preciso entrar", e de que, para dialogarmos com o outro, primeiro precisamos aprender sua língua ou fazê-lo entender a nossa, mas, para ter esse sentido, precisaria de um "também" antes do "é", ali. Há filósofos que sugerem que imoral [também] é não encarar a realidade tal como ela é.

Isso é apenas a análise de uma frase dentre tantas outras que visam deixar a matéria imparcial e agradável a todos, por mais que isso fique confuso e desleal, por diversas vezes. Pegue a crítica à agricultura [como tantos adoram criticar quando a pecuária é questionada]. Criticam a agricultura dizendo que esta também esgota recursos naturais, como se isso fosse argumento para justificar os diversos males da pecuária, no mundo. E o que nos sugerem, depois? Comer vento? Apelação argumentativa, apenas. De alguma coisa nós precisamos comer, e é claro que será da agricultura. Não da luz, nem do vento - muito menos dos animais.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Filme "Dúvida" (trecho) - Maledicência - Fofoca - Inveja

Muito bom sermão, apesar de que nunca serei católico, cristão, espírita, muçulmano, judeu, hindu, rastafari, parsista ou candomblecista. Eu tenho vontade de cuspir quando vejo/ouço gente fofoqueira. Aliás, tenho asco por vários tipos de comportamento humano. E, sim, eu não sou perfeito.



Penas por toda parte, padre.

Penso que este conto poderia ser atualizado para uma época mais "recente", com travesseiros produzidos sem crueldade animal, ou, sem ter pena de animais, porém respeito, empatia e compaixão. Creio que existem outros processos menos exploratórios, ainda assim exploratórios. As religiões poderiam se atualizar também, por que não?



Fonte: Por sus plumas

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Liberdade, Libertad, Liberté

Imagine ter asas e passar a vida inteira dentro de uma gaiola. O que lhe resta.


Cantar. Chorar. Morrer por dentro.

"Deus amou os pássaros e inventou árvores. O homem amou os pássaros e inventou gaiolas." — Jacques Deval

"Um pássaro na gaiola, na primavera, sabe muito bem que existe algo em que ele pode ser bom, sente muito bem que há algo a fazer, mas não pode fazê-lo. O que será? Ele não se lembra muito bem. Tem então vagas lembranças e diz para si mesmo: Os outros fazem seus ninhos, têm seus filhotes e criam a ninhada, e então bate com a cabeça nas grades da gaiola. E a gaiola continua ali, e o pássaro fica louco de dor." — Vincent Van Gogh. Cartas a Théo.

sábado, 30 de julho de 2011

Morrissey, o turkey da vez

‎"Não quero falar com bandeirantes."

Morrissey, ex-cantor do grupo britânico The Smiths, provocou polêmica ao declarar que os ataques recentes da Noruega não seriam "nada comparados ao que acontece todos os dias no McDonald's e Kentucky Fried Shit.". A declaração completa foi: "Todos nós vivemos em um mundo de assassinato, como os eventos na Noruega nos mostraram, com 97 mortos [sic]. Mas isso não é nada comparado ao que acontece no McDonald's e Kentucky Fried Shit [Chicken] todos os dias". Logo após, cantou a música "Meat Is Murder".

Depois da declaração, instantaneamente virou alvo das manchetes mundiais, que o acusaram de radical, irresponsável, entre outros adjetivos. No entanto, para alguns, a informação foi verdadeira, apesar da forma como foi dita. O sofrimento causado pela indústria animal é imenso - se for comparado a fundo e a "olho" com outras práticas humanas. Para outros, embora, continuou sendo chocante e ofensiva. Pois, afinal, são vidas humanas, diferentes de animais não-humanos, que "foram feitos" para serem mortos, na opinião da maioria das pessoas, não importa a quantidade. Animais não-humanos são apenas meros objetos de consumo, e essa é a ordem das coisas - por que questionar? Assim, Morrissey tornou-se atenção (e nova cruz) da mídia. 

A forma (neutra) com que ele se referiu aos ataques pode ser interpretado como desrespeito e oportunismo, por grande parte da população. E, de fato, aproveitou-se de uma deixa midiática. Estava com o microfone na mão e falou o que talvez muitos teriam vontade de falar. Ele não trouxe o massacre à tona. O massacre é que o trouxe, ali. O recente evento da Noruega, assim como vários outros eventos, foi e é explorado exaustivamente pelas mídias nacionais e internacionais todos os dias, em todo o planeta. Colocam fotos das famílias chorando, em capas das revistas. Colocam crianças segurando lenço, em profunda agonia. Colocam todas as privacidades expostas em zoom, pra vender o sofrimento das pessoas como se fosse um grande filme de terror. E pra quê? Por profundo respeito à vida das vítimas.

Os ataques de Morrissey, pensando bem, não são nada comparados ao que acontece diariamente na mídia. Porém Steven Morrissey é o turkey da vez.

A tempo, não coloco minha mão no fogo por ele. Nem a mão, braço ou pata de ninguém.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ziggy Marley - Black Cat

Hoje é sexta-feira 13 e um gato preto ... é apenas um gato preto. Deja vu. Hoje também é dia da Abolição da Escravatura no Brasil - pelo menos em teoria.



"When you believe in things that you don't understand, than you suffer..." (Stevie Wonder, em Superstition)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O problema dos ovos

do site Vegetarianismo.com.br

Poucas fazendas hoje em dia são igual àquela imagem que se tem das fazendas antigas: um lugar aprazível, tranquilo, com uma manada de galinhas cercadas de pintinhos ciscando, supervisionados pelo galo empoleirado no alto do celeiro.

Essa imagem não tem mais nada de real. As fazendas que abastecem as grandes cidades não são mais controladas por pessoas simples do interior. [...]

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Terráqueos, o documentário

Parte final do documentário Earthlings (Terráqueos) produzido em 2005. Fala da relação que estabelecemos com os animais do planeta, desde a nossa origem.



"Como você vê o mundo?"

sábado, 28 de agosto de 2010

Cara e coroa

Boas notícias. Hoje, logo depois de ver a insensibilidade de humanos dizerem: "Ah, é só um animal de, "Se eu for ajudar todos os animais que eu encontrar, como é que fica, "Iaí, será que já morreu? hahaha", presenciei, no mesmo lugar e na mesma hora, um grupo de pessoas ajudando um velho cachorro a encontrar seu lar.


J. S. Bach - BWV 997 - Suíte Nº 2 em Lá Menor, Fuga
Intérprete: Manuel Barrueco


terça-feira, 13 de julho de 2010

No Inferno, todos vestem roupas brancas

Por Denise Terra

Ainda não amanheceu, estamos diante da chuva e do frio do inverno gaúcho à espera do ônibus que irá nos guiar até um dos maiores matadouros do RS. Somos estudantes de medicina veterinária, cursando uma disciplina obrigatória de inspeção de produtos de origem animal. A maioria de nós encontra-se eufórica, à espera dos ‘momentos emocionantes’ do dia. Eu estou em um canto, sendo observada de perto pela professora e o coordenador do curso, que ao saberem que sou vegana e ativista, temem que eu tenha um colapso na linha de matança.

Entramos no ônibus e seguimos viagem. No caminho, a sensação de que as cenas que eu teria que presenciar não seriam diferentes daquelas filmadas clandestinamente em matadouros ao redor do mundo, e ao mesmo tempo o sentimento inequívoco de que estaria prestes a presenciar uma série de crimes considerados ‘necessários’ pela humanidade.

sábado, 26 de junho de 2010

Castaneda e as vacas


"A recapitulação de nossa vida não termina nunca, não importa que tenhamos recapitulado direito. O motivo de as pessoas comuns não terem vontade própria nos sonhos é nunca terem recapitulado, e suas vidas ficam cheias até a borda de emoções, como lembranças, esperanças, medos, etc. Os feiticeiros são relativamente livres de emoções pesadas e opressivas, por causa da recapitulação. E se alguma coisa faz com que eles fiquem bloqueados, a suposição é que ainda existe alguma coisa neles que não está suficientemente clara. Recapitular e sonhar andam lado a lado. À medida que regurgitamos nossas vidas nós ficamos mais e mais leves." p.167

Dom Juan Matus em A Arte do Sonhar, de Carlos Castaneda

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Empresas que não testam em animais


Os animais do mundo existem para seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, da mesma forma que os negros não foram feitos para os brancos,
nem as mulheres para os homens


Alice Walker

Conheça a lista de empresas que não realizam testes em animais, segundo o site da Pea.

sábado, 29 de maio de 2010

Tratados como “animais”?


do livro Some Historical Account of Guinea, Londres, 1788

Da Coluna Questão de ética,
por Sônia T. Felipe

terça-feira, 6 de abril de 2010

Veganismo: uma nova religião?


Por Giovanna Chinellato
do site da ANDA

Discute-se no Reino Unido que o veganismo merece as mesmas proteções legais que a religião. Isso pode parecer meio utópico, mas em novembro passado um tribunal votou a favor de um empregado que disse ter sido mandado embora por causa de suas crenças ambientalistas.

O comitê de igualdade e direitos humanos redigiu uma proposta nova à Equality Bill (lei da igualdade), que traria – e limitaria – uma nova interpretação ao conceito de religião. “Uma crença não necessariamente inclui fé ou adoração a deuses, mas afeta como uma pessoa vive sua vida ou percebe o mundo”. Em vez de proteger apenas religiões principais, poderia envolver cultos, religiões alternativas e até a “falta de fé” que os ateístas mantêm.

O veganismo foi especialmente chamado de sistema de crença cujo “comprometimento ético para o bem-estar animal” encontra o critério de ser sério, coesivo e importante como qualquer religião tradicional.

Quando você pensa a respeito, a moralidade do veganismo não é muito diferente das grandes religiões do mundo. Envolve o respeito aos outros, não fazer mal e apreciar o mundo natural. Na verdade, muitas restrições alimentares religiosas são baseadas em motivos de bem-estar animal. Então por que alguém deveria ser tratado diferente se recusa produtos de origem animal por motivos morais, e não religiosos? Ou, como Brandon Bosworth escreveu em Modos Vegetarianos à Mesa, “restrições vegetarianas por religião são importantes, mas por questões pessoais e éticas, não são?”

A intenção da Equality Bill não era redefinir crenças religiosas ou filosóficas… mas por que não? Só por oferecer oportunidades iguais para as pessoas que permanecem numa lista de dogmas pré-aprovados, é uma outra forma de dizer que algumas pessoas são mais iguais do que outras. Essa pode ser a forma como a maior parte do mundo funciona atualmente, mas a pauta de novembro, que coloca preocupações ambientais no mesmo plano legal que o cristianismo e o islamismo significa que veganos (e outros sob a mesma conduta) podem começar a ser um pouco mais respeitados.

Com informações de Animals Change


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Minha opinião: Considero uma grande vitória qualquer medida judicial a favor do veganismo (rótulo este desagradavelmente necessário, por enquanto) contanto que seja vinculada a questões filosóficas (de princípios, objeção de consciência) e não por motivos religiosos (exceto quando for o caso). Tudo isso é uma possibilidade de debate e reflexão pública sobre o tema, coisa inevitável com a "crescência" do veganismo nas cidades. As pessoas podem até negar, mas todos temos convicções que beiram a religião, por sua força e comprometimento, porém "religião” remete a algo que está fora da razão, do pensamento e do livre arbítrio. Está mais ligada a uma obediência, a um voto e a um fervor. Não que a emoção seja ruim (ela é a base da justiça) porém a justiça é formada de emoção e razão, principalmente - por mais vaga que seja. É interessante lembrar que a “crença” ambiental, por exemplo, está cada vez menos sendo tratada como peculiaridade, ou excentricidade, e mais como um dever, ou responsabilidade. Do contrário, é como se nossas vistas estivessem embaçadas e não conseguíssemos enxergar a mais de um palmo de nossos nariz(es). É pensar que o mundo não é nossa casa, e que estamos em uma festa “open bar”; só que, no outro dia, acordaremos de ressaca, em um mundo atolado de lixo, sem nicho e sem bicho. Tudo tem os dois (ou +) lados. Chamar o veganismo de crença pode ser bom ou ruim. Bom nesses casos em que há um interesse para ser defendido, ruim quando se quer apenas ridicularizá-lo. Isso me lembra a história de um pastor que foi mandado embora de sua institiurdção porque não conseguiu arrecadar o faturamento mensal ou, então, de um bispo que sofreu ameaças porque estava prestes a denunciar seus colegas pedófilos. Sofreram ameaças, discriminação, só porque tinham “crenças” próprias, que não batiam com a tradição atual? A luta pelos direitos humanos também sofre muita discriminação, ainda. O que é comum um dia, no outro pode não ser. O comércio animal gera lucro e prazer a muita gente nesse planeta. Que pena que sejamos ainda uma minoria.

"Os animais do mundo existem para seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, da mesma forma que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens." (Alice Walker, escritora estado-unidense)

Para ler: De ouvidos bem tapados

terça-feira, 30 de março de 2010

BBB e Aquários


A diferença entre o BBB e um Aquário genuíno é que o único prêmio que os cativos de verdade ganharão é a morte.

"Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golden living dreams of visions
Mystic crystal revelation
And the mind's true liberation
Aquarius! Aquarius!"