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terça-feira, 13 de março de 2012

Como Intervalos de 1 Minuto Podem Melhorar Sua Saúde

Por Gretchen Reynolds

Breves rajadas de exercício podem melhorar sua saúde? 

Tradução não-oficial : Leandro Loan 

Enquanto muitos de nós querem saber o quanto de exercício realmente precisamos para ganhar saúde e aptidão física, um grupo de cientistas do Canadá está virando tudo ao avesso e perguntando: o quão pouco de exercício precisamos? A atraente e emergente resposta parece ser, muito menos do que pensamos — desde que se esteja disposto a trabalhar um pouco.

Em prova dessa idéia, pesquisadores da Universidade McMaster em Hamilton, Ontario, recentemente coletaram vários grupos de voluntários. Um consistia de sedentários mas geralmente homens e mulheres saudáveis de meia idade. Outro era composto de pacientes mais velhos e de meia idade que haviam sido diagnosticados com doença cardiovascular. Os pesquisadores testaram a frequência cardíaca máxima e o pico de potência de cada voluntário em uma bicicleta estacionária. Em ambos os grupos, os picos não foram, francamente, tão altos; todos os voluntários estavam fora de forma e, no caso dos pacientes cardíacos, indispostos. Mas eles corajosamente concordaram em realizar um programa recém-concebido de intervalos cíclicos.

A maioria de nós já escutou sobre intervalos, ou sobre rajadas de atividade extenuante, repetidas, curtas e afiadas, intercaladas entre períodos de descanso. Quase todos os atletas competidores empregam uma ou duas sessões de treinamento intervalar a cada semana para melhorar sua velocidade e resistência. Mas os pesquisadores canadenses não estavam pedindo que seus voluntários borrifassem algumas poucas sessões de intervalos em suas rotinas de exercício. Ao invés disso, pediram que os grupos exercitassem apenas com intervalos.

Por anos, a Associação Americana do Coração (American Heart Association) e outras organizações têm recomendado que as pessoas completem 30 minutos ou mais de exercícios moderados contínuos, tais como caminhada rápida, cinco vezes por semana, para uma boa saúde. Mas milhões de americanos não se engajam nesse tanto de exercício moderado, ou nem mesmo completam um que seja. Perguntados por quê, a maioria, de pesquisa a pesquisa, dizem: “Eu não tenho tempo.”

Intervalos, entretanto, requerem pouco tempo. Eles são, por definição, curtos. Mas se as pessoas podem tolerar intervalos, e se, por sua vez, intervalos providenciam os mesmos benefícios que longos exercícios, mais práticas moderadas de resistência são tópicos que ainda não foram investigados suficientemente.
Há muitos anos atrás, os cientistas de McMaster testaram um treinamento punitivo, conhecido como treinamento intervalado de alta intensidade, ou HIIT (high-intensity interval training), que envolvia 30 segundos de esforço máximo de 100% de uma pessoa na máxima freqüência cardíaca. Depois de seis semanas, essas sessões dilacerantes de HIIT produziram mudanças fisiológicas similares nos músculos da perna de homens jovens assim como sessões de uma hora por semana de ciclismo estacionário, mesmo que os treinos de HIIT envolvessem 90% a menos de tempo de exercício.

Reconhecendo, entretanto, que poucos de nós corajosamente conseguem ou praticarão tal esforço desgastante, os pesquisadores também desenvolveram uma forma suave mas também abreviada de HIIT. Esta rotina modificada envolvia um minuto de esforço extenuante, em torno de 90% da freqüência cardíaca máxima de uma pessoa (o que a maioria de nós consegue estimar, de forma rude, subtraindo nossa idade de 220), seguida por um minuto de recuperação fácil. O esforço e a recuperação são repetidos 10 vezes, em um total de 20 minutos.

Apesar de compromisso curto desse programa modificado, depois de várias semanas de prática, ambos voluntários, tanto os fora de forma quando os cardíacos, mostraram melhoras significativas na sua saúde e aptidão. Os resultados, recém publicados em uma pesquisa de revisão relacionada com a HIIT, foram especialmente notáveis nos pacientes cardíacos. Eles mostraram “melhoras significativas” no funcionamento das veias sanguíneas e coração, disse Maureen MacDonald, uma professora de cinesiologia da McMaster que está liderando o experimento.

Pode parecer contra-intuitivo que exercícios extenuantes sejam produtivos ou até mesmo prudentes para pacientes cardíacos. Mas até agora nenhum deles apresentou problemas cardíacos relacionados a esforço, disse Drª MacDonald. “Parece que o coração é protegido da intensidade” dos intervalos, ela disse, “porque o esforço é curto”.

Quase tão surpreendente, os pacientes cardíacos abraçaram a rotina. Apesar de suas avaliações de percepção de esforço, ou do senso de desconforto de cada intervalo individual, serem altos e provavelmente precisos, beirando um 7 ou mais em uma escala de 10, eles relatam estarem gostando das sessões, ao invés de exercícios moderados, longos e contínuos, disse a doutora.

“O trabalho duro é curto,” ela aponta, “então é tolerável”. Membros de um grupo separado de exercício de controle no centro de reabilitação inscritos para completar 30 minutos de sessões comuns de exercício intenso-moderado, têm assistido melancolicamente os praticantes de intervalos saírem do laboratório antes deles. “Eles querem trocar de grupos”, ela disse.

Os cientistas notaram outros benefícios em estudos anteriores. Em adultos de meia idade fora de forma mas também saudáveis, dua semanas de treinamento HIIT propiciou a criação de mais proteínas celulares envolvidas na produção de energia e oxigênio. O treinamento também melhorou a sensibilidade à insulina e a regulagem de açúcar no sangue dos voluntários, abaixando o risco de desenvolverem diabetes tipo 2, de acordo com um estudo publicado no último outono na revista Medicine & Science, dentro de Sports & Exercise.

Desde então, os cientistas completaram um breve experimento envolvendo pessoas com diabetes 2 em estágio avançado. Eles descobriram que uma simples sessão de HIIT de 1 minuto hard e 1 minuto easy, repetidos 10 vezes, melhorou a regulação de açúcar no sangue durante o dia inteiro, particularmente depois das refeições.

É claro, o treinamento HIIT não é ideal nem mesmo necessário a todos, disse Martin Gibala, um professor de cinesiologia na McMaster, que está supervisionando os estudos de alta intensidade. “Se você tiver tempo” para 30 minutos ou mais de exercícios regulares de resistência, “então, por todos os meios, continue”, ele disse. “Há um impressionante corpo científico mostrando” que tais esforços “são muito eficazes em melhorar a saúde e a boa forma.”

Mas se as restrições de tempo o mantém longe dos exercícios prolongados, ele continua, consulte seu doutor para mais orientação, e então considere rapidamente pedalar uma bicicleta ergométrica ou fazer uphill sprint (correr pra cima) por um minuto, almejando alcançar uma freqüência cardíaca em torno de 90 por cento do seu máximo. Pedale e corra calmamente morro abaixo (downhill) por um minuto e repita nove vezes, talvez duas vezes por semana. “É um exercício muito potente,” Dr. Gibala disse. “E então, muito rapidamente, acabou.”

sábado, 1 de outubro de 2011

Do Consumo de Carne - Plutarco [Trecho I]

Do Consumo de Carne” (Ou "Sobre Comer Carne")
Título original: On The Eating of Flesh (Περὶ σαρκοφαγίας)

Tradução: Leandro Loan

Fonte (em inglês): Plutarch, Moralia (Vol. XII) - De Seu Carnium - P537
http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Roman/Texts/Plutarch/Moralia/De_esu_carnium*/home.html
http://www.animal-rights-library.com/texts-c/plutarch01.htm


Introdução
por Bill Thayer

[há de se considerar que Bill Thayer em sua introdução não se aprofunda nos argumentos do texto, fazendo um análise superficial e leviana do mesmo]

Estes dois discursos mal recortados, urgindo a necessidade do vegetarianismo, são meros extratos de uma série (ver 996A) que Plutarco escreveu na sua juventude talvez a uma audiência beociana (995E). Apesar da exagerada e calculada retórica, esses fragmentos provavelmente descrevem com fidelidade um comportamento da primeira vida adulta de Plutarco, a pitagórica (ou Órfica) abstenção de alimentos de origem animal. Há poucos traços desse comportamento nas etapas posteriores, mais conhecidas por nós, embora uma passagem revisada em Symposiacs (635E) pareça dizer que, por causa de um sonho, o nosso autor absteve-se de ovos por um longo período. Em “De Sanitate Tuenda” (132A), Plutarco "desculpa" o consumo de carne no terreno onde o hábito “tornou-se uma espécie de segunda natureza não-natural.” A obra aparece, ao todo, um tanto quanto imatura ao lado de the Gryllus e De Sollertia Animalium, mas o texto é tão pobre que isso pode não ser culpa do autor. De fato, o responsável pelos cortes do texto, ao introduzir interpolações estúpidas (ver especialmente 998A) e até um trecho de um trabalho totalmente diferente (994B D), pode bem ter alterado as palavras de Plutarco em vários outros lugares onde não temos os meios para detectá-lo. Porfírio (De Abstinentia, III.24) diz que Plutarco atacou os Estóicos e os Peripatéticos em vários livros; neste próprio, a polêmica anti-estóica apenas começava (999A) quando de repente a obra se perde (desaparece). Para uma abordagem mais completa, o leitor deve voltar para os dois diálogos precedentes. Interessante notar que Shelley considerou estes dois fragmentos como sendo interessantes. No oitavo livro de Queen Mab (versos 211 ff.) nós lemos:

Não mais agora
Ele degola o cordeiro que o olha na face
E horrivelmente devora sua carne mutilada,
A qual, ainda vingando a lei ferida da Natureza,
Despertou todos os tipos de pútridos humores em seu corpo,
Todas as paixões malévolas, e toda crença em vão, . . .
Os germes da miséria, morte, doença, e crime.

A essa passagem, o poeta anexou, à sua própria maneira, uma longa nota a qual findou-se com quatro citações do nosso ensaio em grego, não traduzido (uma homenagem ao público de sua época, poder-se-ia supor). Essa nota foi subsequentemente republicada como A Vindication of Natural Diet (1813), omitindo o Grego; e no mesmo ano ele escreveu a Thomas Hogg que ele havia “traduzido dois Ensaios de Plutarco, Περὶ σαρκοφαγίας. “ Mas isso havia se perdido; Não havia, pelo menos, sido encontrados entre os materiais de Shelley não-publicados na Biblioteca de Bodleian. Este é um de dezoito trabalhos da obra recebida de Plutarco que não aparecem no Catálogo de Lamprias. Tal fato não é, entretanto, algo para ser colocado contra sua genuinidade, desde que o próprio Symposiacs não se encontra aqui.

Sobre Comer Carne: I
Ploútarkhos

[Trecho I]

1. Você me pergunta então por qual motivo Pitágoras se absteve de comer carne. Pela minha parte, imagino se por acidente ou em qual estado de mente ou espírito o primeiro homem tocou em sua boca sangue derramado, e alcançou em seus lábios a carne de uma criatura morta, ele que preparou mesas de cadáveres podres, corpos inanimados e aventurou-se em chamar de comida e alimento as partes que há pouco berraram e choraram, andaram e viveram. Como seus olhos poderiam tolerar a matança quando gargantas eram cortadas, peles esfoladas, e membros eram arrancados um por um? Como seu nariz pôde suportar o odor? Como a sordidez não ofendeu seus sentidos, que fizeram contato com a ferida alheia e sorveu a suco e a seiva de ferimentos mortais?

As peles tremeram; e sobre os espetos a carne berrou,
Tanto cozida quanto crua; a voz do gado era ouvida.

Embora isso seja uma invenção e um mito, essa dieta é verdadeiramente espantosa – quando um homem consegue desejar a criatura que ainda berra, dando instruções sobre quais animais nós devemos comer quando ainda estão procriando, e encomendando vários métodos de tempero para assá-los e servi-los em mesas. Deveríamos buscar aquele que inicialmente começou tudo isso, ao invés de buscar aquele que muito posteriormente desistiu [Pitágoras].

2. Por certo, assim como para aqueles que primeiramente se aventuraram no consumo de carne, é bastante provável que a inteira razão de seus atos foi a escassez e a necessidade de outros alimentos*; porque não é plausível que suas vidas desregradas, regadas a luxos extravagantes e infantis, ou seu capricho crescente e arbitrário através de uma excessiva variedade de provimentos, os trouxeram a tacanhos prazeres perversos, contra a Natureza. Sim, se a esse momento estivessem os seus sentidos e vozes recuperados, com certeza denotariam:

[tradução alternativa: Ou declararíamos que a razão para aquele que primeiramente instituiu ou consumo de carne foi a necessidade de sua pobreza? Não foi enquanto eles passavam seu tempo em desejos desregrados, nem quando eles tiveram suas necessidades em abundância que, após a indulgência em prazeres perversos e selvagens, recorreram a tais práticas. Se, a esse momento, estivessem os seus sentidos e vozes recuperados, certamente denotariam: (...) ]

“Oh! abençoados e amados pelos Deuses, vocês que agora vivem, mas que época do mundo a qual caíram, que compartilham e aproveitam da abundância farta das coisas boas! Que plenitude de vida brota ao seu dispor! Que videiras frutíferas apreciam! Que riqueza plena vocês tiram dos campos! Que guloseimas das árvores e plantas vocês podem colher! Podem deleitar-se e bastar a si mesmos, sem se poluírem. Enquanto que, para nós, caímos sobre a mais sombria e aterrorizante parte do tempo na qual estivemos expostos a múltiplos e inextrincáveis anseios e necessidades. Até o momento, o denso ar escondia o céu de nossa vista, e as estrelas estiveram borradas de fogo, umidade e violentos fluxos de vento. Ainda, o sol não estivera fixado a um curso certo e preciso, assim, para distinguir manhãs e noites; nem ele os trouxera à vida novamente, coroando-lhes com grinaldas das mais frutíferas safras. A terra foi também castigada pelas inundações de rios truculentos; e grande parte deformada por charcos, completamente selvagem, em decorrência de pântanos profundos, florestas inférteis e bosques. Não havia então nenhuma produção de frutas domésticas, nem quaisquer instrumentos de arte ou invenções sagazes. E a fome não daria trégua, nem existiam sementes de qualquer tipo esperando a anual temporada de semeadura. O que seria se, contrários à natureza, fizéssemos uso da carne das bestas quando até a lama era comida e as cascas de árvore eram devoradas, e quando era considerada uma coisa boa encontrar tanto um broto de grama ou a raiz de alguma planta! Mas quando eles tivessem por acaso experimentado ou comido uma bolota de carvalho, eles dançariam com grande alegria sobre essas árvores, chamando-as de “fontes da vida”, “mãe” ou “protetora”. E este foi o único festival que aqueles tempos conheceram; todo o resto era um misto de angústia e terrível tristeza. Mas que tipo de voracidade e delírio os levaram, entretanto, nos dias felizes de agora, a poluírem a si mesmos com sangue? Vocês, que tem tanta abundância de coisas necessárias à sua subsistência? Por que ultrajais a boa face da Terra como se esta fosse incapaz de lhes manter? Por que profanar o soberano criador das leis, Ceres, e envergonhar o gentil e amável Baco [Dionísio], senhor das videiras cultivadas, o gracioso, como se não eles não estivessem doando o bastante? Não estão envergonhados de misturar frutas doces com sangue e morte? Vocês chamam as serpentes, panteras e leões de animais selvagens, mas vocês mesmos, por sua própria matança infiel, não deixam qualquer espaço para ultrapassarem-vos na crueldade. O que eles matam é sua nutrição ordinária, enquanto que, para vocês, é um aperitivo, apenas.

3. Porque não comemos leões nem lobos, como forma de vingança [ou “defesa”]; porém os deixamos ir e capturamos aqueles indefesos animais domésticos, os quais não têm dentes nem ferrões para nos morder, e os assassinamos; os quais, e que Jove [Júpiter] nos ajude, a Natureza parece haver produzido apenas por sua própria beleza e graciosidade.

4. Mas nada nos desconcerta, seja a beleza de suas cores, seja o charme musical de suas vozes, seja a pureza de seus hábitos ou a discrição e incomum inteligência que podemos encontrar nesses seres; Não, por um simples pedacinho de carne, privamos uma alma do sol e da luz, e daquela proporção de vida e tempo a qual todos nascemos para desfrutar. E então fantasiamos que as vozes que proferem e nos gritam não são nada menos que sons e barulhos inarticulados, não repetidas e diversas súplicas, preces por clemência nem pedidos de misericórdia de cada um, como se estivessem nos dizendo: “Eu contesto não tua necessidade (se é que existe) mas teu desejo. Mate-me para seu sustento, mas não me arrebata por uma melhor refeição.” Ó, horrível crueldade! É uma cena terrível ver a mesa dos ricos postada à sua frente, estes, que mantém cozinheiros e garçons para fornecer-lhes cadáveres diariamente; porém é muito mais chocante ver o que se leva no final, porque a sobra é muito maior do que o ingerido. Então as bestas morreram por nada! Há outros, tão assustados pelo que foi postado à mesa, que se recusam a cortar a comida quando os pratos são servidos. Embora estejam poupando os mortos, eles não pouparam os vivos.

5. Nós declaramos, então, que é absurdo para eles dizerem que a prática de comer carne é baseada na Natureza. Porque o humano não é naturalmente carnívoro, isso é óbvio, em primeiro lugar, pela estrutura de seu corpo. O formato de um homem não é de nenhum modo similar ao das criaturas que foram feitas para comer carne: não tem bico de falcão, garras afiadas, dentes resistentes, estômago forte ou fluidos vitais quentes o suficiente para digerir e assimilar a pesada dieta da carne. É deste importante fato, a uniformidade dos nossos dentes, o tamanho das nossas bocas, a maciez de nossa língua, nossa posse de líquidos vitais tão inertes para digerir carne, que a Natureza desaprova nosso consumo dela. Se você declarar que foi naturalmente desenhado para essa dieta, então, primeiramente, mate o que irá comer. Faça isso, entretanto, apenas com seus próprios meios, sem o auxílio de clavas, facas ou machados de qualquer tipo, como lobos, ursos e leões o fazem. Então você renderá um boi com seus dentes, pegará um javali com sua boca, rasgará um cordeiro ou coelho em vários pedaços, cairá sobre ele e o comerá enquanto ainda respira, como os animais fazem. Mas se você quiser esperar que seu “alimento” morra, se você tiver escrúpulos em apreciar uma carne enquanto sua vida ainda estiver presente, por que continua, contrário à natureza, a comer o que está vivo?*

[tradução alternativa: Mas se você prefere ficar e esperar que seu alimento morra, e se
acha difícil forçar uma alma a deixar seu corpo, por que então o faz contra a natureza?]

Até quando está sem vida e apagada, no entanto, ninguém come a carne do jeito que está. Homens fervem-na e assam-na, alterando-a com o fogo e remédios, reformulando, modificando e suavizando com incontáveis condimentos, o sabor da morte para que assim o paladar possa ser enganado e aceitar o que lhe é estranho.

Certamente foi uma expressão espirituosa de um lacedemoniano, que, tendo comprado um pequeno peixe em uma estalagem, entregou a seu senhorio para ser preparado; e, assim que este pediu queijo, vinagre e óleo para fazer o molho, ele respondeu: “se eu os tivesse, não teria comprado o peixe”. Mas ficamos tão perdidos em nossa luxúria, que denominamos a carne como comida suplementar; e então precisamos de “suplementos” para a própria carne, misturando assim óleo, vinho, mel, pasta de peixe, vinagre, e temperos sírios e árabes, como se estivéssemos de fato embalsamando um cadáver para o enterro. O fato é que a carne é tão amaciada, tão dissolvida, e de um certo modo tão pré-digerida, que se torna difícil para a digestão lidar com ela; e, se a digestão perde batalha, a carne nos afeta com dores terríveis e indigestões malignas.

6. Diogenes aventurou-se a comer um polvo cru de forma a pôr fim na inconveniência de cozinhar comida. No meio de uma grande multidão, ele escondeu sua cabeça e, assim que trouxe a carne em sua boca, disse: “É por você que estou arriscando minha vida.” Deus do céu, um risco extraordinário! Assim como Pelopidas, pela liberdade dos Tebanos, e Harmódio e Aristogíton, para os Atenienses, esse filósofo arriscou sua vida lutando contra um polvo – para brutalizar nossas vidas!

Note que o consumo de carne não é apenas fisicamente contra a natureza, mas também nos faz espiritualmente grosseiros e brutos, por conta de sua saciedade e excesso. Porque é bem sabido por muitos, que o vinho e a indulgência na carne pode fazer o corpo forte e vigoroso, mas torna, entretanto, sua alma fraca e débil. E para eu não ofender os atletas, tomarei meu próprio povo como exemplo. É fato que os Atenienses costumem chamar os Beocianos de “cabeças-de-bagre”, insensíveis ou tolos, precisamente porque nos recheamos. “Esses homens são porcos”, diz Pindar. Menander nos chama de “aqueles da boca grande”; De acordo com Heráclito, “uma alma leve é mais sábia”. Jarras vazias fazem mais barulho quando estouram, mas as cheias não ressoam ao estrondo. Finos objetos de bronze passam o som de um para o outro em um círculo até que você reduza e apague o som com sua própria mão. Ainda, o olho, quando inundado com excesso de umidade, fica fraco e debilitado para sua função perfeita. Quando examinamos o sol através de uma atmosfera obscura e de neblinas de grossos vapores, não enxergamos claramente, mas, ao contrário, submerso e nebuloso, com raios elusivos. Da mesma forma, portanto, o corpo é tumultuado, entupido e sobrecarregado com comidas impróprias. O lustre e a luz da alma inevitavelmente aparecem borrados e confusos, em um aberração inconstante desde que à alma falta o brilhantismo e a intensidade para penetrar os minúsculos e complexos instantes da vida.

7. Mas apesar dessas considerações, você não encontra aqui um maravilhoso motivo para treinar a responsabilidade social? Quem poderia desestimular um ser humano quando ele se encontra tão gentil e humanamente disposto perante às outras criaturas? Há dois dias atrás, em uma discussão, citei uma expressão de Xenocrates, em que os Atenienses puniram um homem que havia acabado de esfolar um carneiro enquanto este ainda estava vivo; ainda assim, como eu penso, aquele que tortura uma criatura viva não é pior do que aquele que tira sua vida, assassinando-a. Mas, parece que somos mais sensíveis àquilo que vai contra os costumes do que o que vai contra a Natureza. Ali, então, fiz meu discurso de uma forma popular, a todos. Ainda hesito, entretanto, em iniciar uma discussão sobre o propósito ao qual sustento minha fala, princípio este grande, misterioso e incrível, como Platão diria, para as mentes comuns e mortais. Como um timoneiro hesitaria mudar seu curso em uma tempestade, ou um comediante, no momento em que tira o deus de sua máquina, hesita no meio da peça. No entanto, talvez não seja inadequado definir o tom e anunciar o tema, citando alguns versos de Empedócles. ... Com essas linhas, este quis dizer, apesar de não diretamente, que as almas humanas estão aprisionadas em corpos mortais como uma punição pela morte e o consumo da carne animal, e do canibalismo em si. Essa doutrina, entretanto, parece até ser mais antiga, como as estórias nos contam sobre o sofrimento e o desmembramento de Dionísio, os ultrajantes ataques dos Titãs sobre ele, assim como a punição a estes com jatos de raio, pelo simples fato de terem experimentado seu sangue – tudo isso é um mito pelo qual, em seu significado interior, tem a ver com renascimento. Porque, para as faculdades que, em nós, são irresponsáveis, desregradas ou violentas, e que não vêm dos deuses mas apenas dos espíritos maus, os antigos lhes deram o nome de Titãs, ou seja, aqueles que são/foram punidos e sujeitos à correção...

[continua no Trecho II]

domingo, 3 de julho de 2011

O Mito de Sísifo e nós

O Mito de Si.sifu

O Mito de Sísifo conta a estória de um homem que fora (no pretérito imperfeito) condenado pelos deuses a rolar um grande rochedo até o topo de uma montanha até que este caísse novamente por seu próprio peso completando assim um eterno ciclo de queda e ascensão de forma a cumprir seu "terrível" destino - rolar um grande rochedo até o topo de uma montanha até que este caísse novamente por seu próprio peso completando assim um eterno ciclo de queda e ascensão... apenas por ter desafiado os deuses. Albert Camus escreveu um ensaio sobre o conto, o qual filosofou sobre a condição absurda do homem no mundo após a 2ª guerra mundial, no estranho e apocalíptico cenário europeu de 1942.

"Vou-lhe dizer um grande segredo, meu caro. Não espere o juízo final. Ele realiza-se todos os dias".

Uma das peripécias de Sísifo foi tentar enganar a Morte, e conseguiu - por duas vezes. Porém sua punição a um momento chegou. Em um certo sentido, como nos inpira Clarice Lispector em seu conto "Medo da Eternidade", não há como burlarmos a morte (que no sentido metafórico aqui pode significar o desfecho das coisas, a virada dos ciclos) a não ser que burlemos a si mesmos - como foi o caso de Sísifo ao receber sua sina. Clarice jogou seu chiclé porque sabia (ou soube) que esse era seu fim e, se continuasse a mastigá-lo, só estaria a enganar-se, ou então, a pregar uma peça sobre si.

A sina de Sísifo, no entanto, na visão do texto de Camus, não é de todo trágica, mas apenas uma consequência e um reflexo do mundo em que nascemos, segundo o escritor. Com um teor bastante poético, reflete sobre a condição proletária da época e a ausência da fé nos deuses antigos por parte do "homem revoltado".

"É durante esse retorno, essa pausa, que Sísifo me interessa. Um rosto que pena, assim tão perto das pedras, é já ele próprio pedra! Vejo esse homem redescer, com o passo pesado, mas igual, para o tormento cujo fim não conhecerá. Essa hora que é como uma respiração e que ressurge tão certamente quanto sua infelicidade, essa hora é aquela da consciência. A cada um desses momentos, em que ele deixa os cimos e se afunda pouco a pouco no covil dos deuses, ele é superior ao seu destino. É mais forte que seu rochedo.


Se esse mito é trágico, é que seu herói é consciente. Onde estaria, de fato, a sua pena, se a cada passo 0 sustentasse a esperança de ser bem-sucedido? O operário de hoje trabalha todos os dias de sua vida nas mesmas tarefas e esse destino não é menos absurdo. Mas ele só é trágico nos raros momentos em que se torna consciente. Sísifo, proletário dos deuses, impotente e revoltado, conhece toda a extensão de sua condição miserável: é nela que ele pensa enquanto desce. A lucidez que devia produzir o seu tormento consome, com a mesma força, sua vitória. Não existe destino que não se supere pelo desprezo."

Isso me faz lembrar do conceito taoísta de "agir sem agir", que, de certa forma, pode ser confundido com desprezo por parte de quem age. Outro conceito interessante de que me lembrei foi também a "loucura controlada", de Carlos Castaneda, importante escritor que reuniu diversos conhecimentos xamânicos antigos:

"— Pensa demais em si —- disse ele, sorrindo. — E isso lhe dá um cansaço estranho, que o leva a fechar o mundo em volta de si e se agarrar a seus argumentos. Por isso, só tem problemas. Também sou apenas um homem, mas não digo isso do mesmo jeito que você.
— Como é que o diz?
— Venci meus problemas. É uma pena que minha vida seja tão curta que eu não me possa agarrar a todas as coisas de que gostaria. Mas isso não é um problema; é só uma pena.


Gostei do tom de sua declaração. Não havia nela desespero nem
autocomiseração."


"A sensação de importância faz a pessoa sentir-se pesada, desajeitada e
vaidosa. Para ser um homem de conhecimento, ela tem de ser leve e fluida."


"O meio mais eficaz de se viver é como guerreiro: preocupar-se e pensar antes de tomar qualquer decisão, porém, uma vez tomada, seguir seu caminho, livre de preocupações e pensamentos."


"Para sermos guerreiros, devemos estar, antes de tudo, conscientes de nossa morte. Também é necessário o desprendimento. Assim, a idéia da morte iminente, em vez de se tornar uma obsessão torna-se uma indiferença."


"O guerreiro, que é desprendido, e sabe que não pode evitar sua morte, só se apóia no poder de suas decisões; é o senhor de suas opções e compreende que elas são sua responsabilidade, não tendo tempo para remorsos ou recriminações."


"Com a consciência de sua morte, com seu desprendimento e com o poder de suas decisões, um guerreiro organiza sua vida de maneira estratégica. Assim ele executa tudo o que precisa com vontade e eficiência e adquire paciência, que é condição para o caminho da vontade."


"Um guerreiro evita conversas internas. Ele escuta o mundo; os sons do mundo." [...] "Temos que usar os ouvidos para aliviar a carga dos olhos."


"É preciso insistir muito, mesmo sabendo que o que se está fazendo é inútil. Mas primeiro temos que saber que nossos atos são inúteis, e, no entanto, temos que proceder como se não soubéssemos. É esta a loucura controlada de um feiticeiro."



"Um guerreiro escolhe um caminho com coração, qualquer caminho com coração, e o segue; e então ele se regozija e ri. Ele sabe por que vê que sua vida estará terminada muito depressa. Ele vê que nada é mais importante do que qualquer outra coisa."


"As coisas que as pessoas fazem não podem ser de jeito algum mais importantes do que o mundo. E assim um guerreiro trata o mundo como um mistério sem fim e o que as pessoas fazem como uma loucura sem fim."


"Como nada é mais importante do qualquer outra coisa, um guerreiro escolhe qualquer ato e age como se lhe importasse. Sua Loucura Controlada o faz dizer que o que ele faz importa e o faz agir como se importasse, e contudo ele sabe que não é assim; de modo que, quando completa seus atos, ele se retira em paz e quer seus atos tenham sido bons ou maus, dado certo ou não, isso absolutamente não o preocupa mais."

A esse momento, Camus poderia continuar de onde parou, dialogando com Castaneda:

"[...] Se a descida, assim, em certos dias se faz para a dor, ela também pode se fazer para a alegria. Esta palavra não está demais. Imagino ainda Sísifo indo outra vez para seu rochedo, e a dor estava no começo. Quando as imagens da terra se mantêm muito intensas na lembrança, quando o apelo da felicidade se faz demasiadamente pesado, acontece que a tristeza se impõe ao coração humano: é a vitória do rochedo, é o próprio rochedo. O enorme desgosto é pesado demais para carregar. São nossas noites de Getsêmani. Mas as verdades esmagadoras perecem ao serem reconhecidas. Assim, Édipo de início obedece ao destino sem o saber. A partir do momento em que ele sabe, sua tragédia principia. Mas no mesmo instante, cego e desesperado, reconhece que o único laço que o prende ao mundo é ó frescor da mão de uma garota. Uma fala descomedida ressoa então: "Apesar de tantas experiências, minha idade avançada e a grandeza da minha alma me fazem achar é que tudo está bem”. O Édipo de Sófocles, como o Kirílov de Dostoiévski, dá assim a fórmula da vitória absurda. A sabedoria antiga torna a se encontrar com o heroísmo moderno.


Não se descobre o absurdo sem ser tentado a escrever algum manual de felicidade. "Mas como, com umas trilhas tão estreitas?" No entanto, só existe um mundo. A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra. São inseparáveis. O erro seria dizer que a felicidade nasce forçosamente da descoberta absurda. Ocorre do mesmo modo o sentimento do absurdo nascer da felicidade. "Acho que tudo está bem", diz Édipo, e essa fala é sagrada. Ela ressoa no universo feroz e limitado do homem. Ensina que tudo não é e não foi esgotado. Expulsa deste mundo um deus que nele havia entrado com a insatisfação e o gosto pelas dores inúteis. Faz do destino um assunto do homem e que deve ser acertado entre os homens.


Toda a alegria silenciosa de Sísifo está aí. Seu destino lhe pertence. Seu rochedo é sua questão. Da mesma forma o homem absurdo, quando contempla o seu tormento, faz calar todos os ídolos. No universo subitamente restituído ao seu silêncio, elevam-se as mil pequenas vozes maravilhadas da terra. Apelos inconscientes e secretos, convites de todos os rostos, são o reverso necessário e o preço da vitória. Não existe sol sem sombra, e é preciso conhecer a noite. O homem absurdo diz sim e seu esforço não acaba mais. Se há um destino pessoal, não há nenhuma destinação superior ou, pelo menos, só existe uma, que ele julga fatal e desprezível. No mais, ele se tem como senhor de seus dias. Nesse instante sutil em que o homem se volta sobre sua vida, Sísifo, vindo de novo para seu rochedo, contempla essa seqüência de atos sem nexo que se torna seu destino, criado por ele, unificado sob o olhar de sua memória e em breve selado por sua morte. Assim, convencido da origem toda humana de tudo o que é humano, cego que quer ver e que sabe que a noite não tem fim, ele está sempre caminhando. O rochedo continua a rolar."

E continua...

Nesse caminho de pedras, a "única" via que temos, de fato, é aproveitarmos o tempo e os momentos aos quais fomos agraciados, sendo felizes com o agora, unindo o passado, o futuro e o presente. Mais um clichê que descolorirá.

"Tristeza não tem fim, felicidade sim." (Vinicius de Moraes)

Links:

O Mito de Sísifo
O Mito de Sísifo e os dias atuais
O Tigre e o Morango
Isso também passará

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Pedal RC2 Loop Station


Esse é o pedal RC-2 Loop Station. Ele consegue gravar bases de sons para solo ou elaboração de arranjos ao vivo ou em estúdio. Também possui entrada auxiliar para gravação de sons a partir de iPods, CD players e etc. É bastante útil para quem faz apresentações em solo ou duo. A propaganda gratuita é apenas para tentar desmistificar o uso do pedal, pois, quando toco com ele, algumas pessoas ainda se "assustam" ao escutar a base tocando sozinha como se fosse uma coisa advinda do demônio, mas é uma técnica bastante comum, utilizada por diversos guitarristas e instrumentistas. Aqui há algumas demonstrações. Exemplo 1 - 2 - 3 - 4.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mad world

Depois de muito tempo sendo ignorado(a), a pessoa aprende um jeito de se defender. Também ignora. E assim inicia o ciclo vicioso.


Na cidade grande, é cada vez mais comum as pessoas não se cumprimentarem. Tornou-se normal até mesmo nem olharem umas para as outras. Uma espécie de transe robótico. Há tempos que "percebo" isso. A falta de humanidade e o que (ela) está me transformando (em). Talvez a humanidade não passe de uma construção superficial e sejamos apenas animais metódicos buscando sobrevivência ("and all those moments will be lost in time like tears in rain"). Vestindo máscaras, abraçando ilusões. Talvez sejamos animais humanos (demasiado humanos) vestindo carapaças de quitina.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Bicicletada em Floripa

Diz aí seu moço, o que cê vai fazer? ♪


Do blog Daniel Biólogo,

Por um trânsito mais humanizado. Um grupo de ciclistas fez um manifesto, ontem, pelas ruas de Florianópolis Pelo menos 30 ciclistas deitaram no asfalto da Rua Bocaiúva, na frente do Beiramar Shopping, durante um passeio batizado de Bicicletada, que pediu um trânsito mais humanizado. O gesto repetiu o protesto ocorrido em São Paulo e em Porto Alegre. Em Brasília, ontem, também houve manifestação. A manifestação foi organizada pela internet, via e-mails, blogs e anúncio em um site.
O biólogo Daniel Araujo Costa, 43 anos, explicou que o evento era uma homenagem aos ciclistas e pretendia evitar que o episódio ocorrido em Porto Alegre fique no esquecimento. A Bicicletada é realizada na última sexta-feira de cada mês, mas ontem houve uma edição extra por causa do atropelamento dos gaúchos. Daniel declarou que este caso ganhou repercussão, mas lembrou que todos os dias pessoas de bicicleta são vítimas de acidentes nas ruas do país. Ele atribuiu os atropelamentos ao desrespeito às leis de trânsito. Argumentou que defende a utilização de bicicletas como meio de transporte, mas disse que o grupo não quer brigar com os carros. Ressaltou ainda que os motoristas devem perceber que cada pessoa de bicicleta é um carro a menos nas ruas.

[...] continua: http://danielbiologo.wordpress.com/2011/03/04/bicicletada-floripa-paz-no-transito-so-queremos-isso/

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O problema dos ovos

do site Vegetarianismo.com.br

Poucas fazendas hoje em dia são igual àquela imagem que se tem das fazendas antigas: um lugar aprazível, tranquilo, com uma manada de galinhas cercadas de pintinhos ciscando, supervisionados pelo galo empoleirado no alto do celeiro.

Essa imagem não tem mais nada de real. As fazendas que abastecem as grandes cidades não são mais controladas por pessoas simples do interior. [...]

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fazendo música com ToneMatrix

Uma idéia muito simples e genial. É só clicar nos quadrados e escutar o resultado.




O trabalho acima foi desenvolvido pelo artista alemão Andre Michelle. Ele possui um site muito legal, chamado aMLaboratory, onde expõe seus últimos projetos com música, design e tecnologia. Você pode segui-lo também no Twitter.

Dica¹: com o mouse clicado, dá pra desenhar que nem Paint.
Dica²: experimente fazer um X no quadro, de fora a fora.
Dica³: a barra de espaço limpa a tela.


Via Julieta Furtado (via PapelPop.com)

sábado, 25 de setembro de 2010

Nova regra: Pessoas ricas que reclamam estar sendo vilipendiadas deveriam ser vilipendiadas

Por Bill Maher,
24 de setembro de 2010

Tradução não-oficial: Leandro Costa

Nova Regra: O próximo sujeito rico que publicamente reclamar sobre estar sendo vilipendiado
pela administração do Obama deve publicamente ser vilipendiado pela administração do Obama. É tão difícil para alguém dizer a outra pessoa o que constitui estar "rico" ou que taxa de impostos é "bastante", mas eu fiz alguns cálculos que indicam que, considerando o buraco em que esse país se encontra, se você está ganhando mais de um milhão de dólares por ano e está reclamando sobre um aumento de 3.6% na taxa, então você definitivamente é um filho da mãe ganancioso.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

RadioOn

Encontrei essa rádio há alguns dias e gostei. Trata-se de uma rádio de Jazz e Música Instrumental Brasileira 24h. Só dar play.




radioOn channel
twitter.com/radioon

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Empresas que não testam em animais


Os animais do mundo existem para seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, da mesma forma que os negros não foram feitos para os brancos,
nem as mulheres para os homens


Alice Walker

Conheça a lista de empresas que não realizam testes em animais, segundo o site da Pea.

terça-feira, 30 de março de 2010

Teclado de computador pode ser mais sujo do que privada

do jornalbemestar.com.br

Às vezes vemos um teclado e não acreditamos, de tão sujos que estão. Pois um estudo publicado na revista "Which? Computing" comprovou que alguns teclados de computadores chegam a ser mais sujos que uma privada, contendo germes e bactérias que podem causar desde uma infecção alimentar a problemas mais graves.

No levantamento, 33 teclados de computador foram analisados. Quatro apresentaram potenciais riscos à saúde dos seus usuários e um tinha cinco vezes mais germes do que o assento da privada do banheiro do escritório. Um microbloguista microbiologista deu ordens para que este teclado fosse retirado do local, mantido em quarentena e limpo.

O microbiologista Peter Wilson, do University College London Hospital, afirma que compartilhar um teclado no escritório pode causar a transmissão de doenças entre os empregados. "Se alguém tem um resfriado no escritório, ou mesmo uma gastrenterite, há muitas chances de que você vá pagar a doença por meio do teclado", disse o pesquisador à BBC.

De acordo com a revista Which? Computing, uma das causas para teclados tão sujos é o fato de que usuários, cada vez mais, se alimentam enquanto utilizam o computador. Maus hábitos, como não lavar as mãos depois de ir ao banheiro, também agravam o problema.

http://www.xkcd.com/237/

Em 2007, um estudo realizado pela Universidade do Arizona chegou à conclusão que, em média, uma mesa de trabalho tem 400 vezes mais bactérias do que um assento de privada. Eles também descobriram que as mesas das mulheres têm de três a quatro vezes mais germes do que a dos homens.

Limpar o teclado não é difícil. Comece colocando-o de cabeça para baixo e sacudindo-o, você verá quanta coisa sai de dentro dele. Passe um pano umedecido em sabão neutro e tudo se transformará. Lembre-se, nesses tempos de gripe, manter as mãos limpas é uma exigência básica para não pegar nem transmitir vírus.

--
De hoje em diante, olharei os teclados com outros dedos.

domingo, 28 de março de 2010

10 sites para aprender um novo idioma


do site updatefreud

As redes sociais tornaram mais abrangente o leque de opções de quem deseja aprender uma nova língua. Afinal, nem todo mundo tem tempo, dinheiro ou disposição para fazer um curso tradicional. Mas não se engane: para aprender um novo idioma pela internet, é necessário ter bastante força de vontade, já que a tendência a abandonar o curso é muito maior: não há compromisso com professores e lições e as aulas, geralmente, são gratuitas.

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Por que aedes aegypti?



Porque tinha muita água parada nos sarcófagos? Não, não. Aedes aegypti significa "o indesejável do Egito" e ganhou esse nome por ter sido identificado primeiramente na terra das pirâmides, em 1762, e por abrigar determinados vírus nocivos aos seres humanos. Outra curiosidade interessante sobre eles é que, além de ser um mosquito urbano, somente a fêmea precisa do sangue para seu desenvolvimento; o macho alimenta-se apenas de frutas (e se ferra igual? é a velha história... começa no Éden). Mas por que existem bichos que transmitem doenças uns aos outros? Qual o motivo disso, se é que haveria de haver? E haveria de haver, existe essa construção verbal? Alguns diriam que é puro azar nosso, mas é azar nosso ou deles? Nunca questionamos quais doenças que causamos aos outros, ou qual o estrago que implicamos na Terra com nossa simples existência - que, diga-se de passagem, já não é tão simples assim. Parece-me que, neste mundo, sempre somos nós as vítimas ou beneficiados, enquanto eles, os outros, sempre foram o recurso ou a ameaça.

De qualquer forma, cuidado com a dengue. Melhor do que matar, é não proliferar. Cada um na sua (se der) e prevenção sempre. A mesma coisa vale para a proliferação humana.


alguns links:

• Cuidados com a dengue
• Aprenda a identificar o mosquito
• População mundial passará de 7 bilhões em 2012

• Governos se preparam para enfrentar a dengue em verão mais úmido

domingo, 21 de junho de 2009

Site da USP disponibiliza 3.000 livros

dica de minha amiga Maria Helena.

FSP – Ilustrada (20/06/2009)

A Reitoria da USP lançou nesta semana um site que disponibiliza 3.000 livros para download - as obras estão no endereço www.brasiliana.usp.br. Entre os títulos estão livros raros, documentos históricos, manuscritos e imagens que são parte do acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, doada à universidade. Há planos de aumentar o catálogo para 25 mil títulos e incluir primeiras edições de Machado de Assis e de Hans Staden.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Sites de busca

Os principais sites de busca da internet. Quem souber de outros, avise.

Achei
Alta Vista
Alltheweb
Aonde.com
Aonde.com.br
BrBusca
Buscai
Cadê?

Excite
Farejador
GigaBusca
Google
HotBot
MetaCrawler
MSN
UOL Busca

Radix
Tay
WebCrawler
Yahoo!
Terra
Zoom
Zarp.Net!
Radarweb

fonte: http://www.portaltributario.com.br/sites_de_busca.htm

Ps. Outro site interessante é o Bingoogle (Bing + Google)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

3 loucos

piada véia (na veia)



Três loucos vão fazer o exame mensal para ver se já podem receber alta. O médico pergunta ao primeiro deles:
- Quanto é 2+2?
- 72 - responde ele.
O doutor balança a cabeça como quem diz "Esse não tem mais jeito" e virando-se para o segundo, repete a pergunta:
- Quanto é 2+2?
- Terça-feira - responde o segundo.
Desanimado, o médico vira-se então para o terceiro louco:
- Quanto é 2+2?
- É quatro, doutor! - responde ele, com firmeza.
- Parabéns, você acertou! Como você chegou a essa conclusão?
- Foi fácil! Me baseei nas respostas dos meus amigos: 72 menos terça-feira dá 4!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Greasemonkey



Greasemonkey é uma extensão para o navegador de web Mozilla Firefox, que modifica a exibição das páginas de determinados sites, mudando o layout, adicionando ou retirando botões e formulários etc. Ele funciona com base em scripts na linguagem JavaScript, que são instalados pelo usuário.

Existem scripts para todos os gostos, dos mais simples aos mais sofisticados. Entre os scripts em língua portuguesa, os mais populares são os que funcionam com o Orkut, site de relacionamentos muito popular no Brasil.

fonte: Wikipedia

"[...] As Greasemonkey scripts are persistent, the changes made to the web pages are executed every time the page is opened, making them effectively permanent for the user running the script.

Greasemonkey can be used for adding new functions to web pages (for example, embedding price comparison in Amazon.com web pages), fixing rendering bugs, combining data from multiple webpages, and numerous other purposes. Well-written Greasemonkey scripts can integrate changes so well that their additions appear to be natural parts of the web page. [...]"

fonte: en.Wikipedia


Links interessantes:

http://www.greasespot.net/
- site oficial / download
http://userscripts.org/scripts/show/38985
- baixe arquivos do rapidshare automaticamente as a free user (sem a necessidade de espera)
http://userscripts.org/scripts/show/39280
- adiciona link ao lado do tópico p/ ir direto ao último post
http://userscripts.org/scripts/show/39402
- adiciona função de quote, barra de formatação, resposta rápida, assinatura e chat em tópicos
http://userscripts.org/scripts/show/39411
- muda estilo do orkut (fonte, cor, tamanho, imagem de fundo) segundo a sua preferência
http://userstyles.org/styles/10005
- minimalistic background change for orkut
(melhor ainda, pq a imagem fica fixa e não quebra)
para mudar o fundo, vá a 'background-image' dentro do script e troque a imagem


Complementos p/ Firefox:
os-melhores-complementos-do-firefox.html
firefox-3-melhores-complementos-e-add-ons-do-ff3.html
the-best-50-firefox-add-ons-for-web-developers/