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domingo, 25 de março de 2012

Hora do banho

hauhauaha!

Imposição de crenças

Hoje escutei um cristão reprimir uma pessoa que questionava determinados conteúdos incoerentes da bíblia. Ele dizia que as pessoas têm o direito de acreditar no que quiserem e que, se as coisas fossem como no Antigo Testamento, "não teríamos estupro, assassinatos, infidelidade, roubo, pedofilia, pornografia, maus tratos aos animais" e que, na época, "o mau era eliminado na hora". Mas era exatamente isso o que faziam os "homens de Deus" da época. Massacravam animais (até hoje), estupravam, matavam, subjugavam mulheres, crianças, seres indefesos. Roubavam, saqueavam, tudo isso em "nome de Deus". Onde está a justiça? As pessoas dizem que os não-crentes deveriam respeitar as crenças alheias, mas em primeiro lugar os crentes deveriam respeitar a inteligência e a soberania da sociedade. Se em nossa constituição não mais permitimos tantas e tantas práticas desumanas descritas no antigo e até no novo testamento, por que continuar encarando e pregando como corretas tais atitudes? Por que achar que existia um Deus que permitia todas aquelas atrocidades e depois ele mudou? Onde está a razão das pessoas? Por que tanto medo de questionar?

clique para aumentar

Tenho vários amigos crentes, mas esse assunto é praticamente indiscutível, porque no momento que surge é prontamente censurado. Se há escolas que não respeitam o direito do cidadão de ter um Estado laico, o mínimo que deveriam fazer é ensinar várias religiões e não apenas uma. Eu não sou ateu, e penso que, se quisermos ensinar religião nas escolas e até mesmo em nosso lar, que seja demonstrado um panorama extenso das diversas religiões do mundo, com suas características e ensinamentos, porque todas têm algo a ensinar, e nenhuma é perfeita. As próprias leis mudam.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Essa merda precisa acabar

Vídeo impactante, sobre o mundo em que vivemos. Vale a pena ver.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

In the Course of the Day

No curso do dia............

Este clip é de um velho amigo meu que fez pra mim (ou por mim) e pra todas as criaturas viventes. Sob(re) a estória de uma pequena e grande formiga, que surpreende com sua garra e determinação ao atravessar o árduo caminho da vida. No final, uma bela e singela homenagem. Aproveite.



Mais vídeos do Rodrigo E.C.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Album "Loan"


Who wants to live forever (Queen) by Leandro Loan

Aos leitores do blog, e para quem não me conhece, eu sou violonista. Sim, falo tão pouco sobre meu trabalho no violão. É porque esse blog tem diversos propósitos. No entanto hoje quero divulgar o CD que gravei com meu trabalho. Chama-se Loan, é a versão inicial enquanto acumulo recursos para fazer mais gravações, com arte gráfica, estúdio, prensagem fonográfica. As peças foram gravadas ao longo dos dois últimos anos no estúdio da UDESC e em minha própria casa. Nele, há composições minhas e releituras de outros artistas e grupos, como o Queen e Steve Howe - guitarrista do Yes. Para divulgá-lo, estou disponibilizando o CD para download, e, se você gostar e quiser contribuir com meu trabalho, "pague-me como um café" (como assim?) O preço sugerido é de R$15,00. Fica a seu critério o quanto quer pagar.

Lista das faixas:
(Download livre)

1 - Who Wants to Live Forever (Queen, Arr. Loan)
2 - Personal Jesus (Depeche Mode, Arr. Loan)
3 - Pyramidology (Steve Howe)
4 - Névoa (Leandro Loan) / Little Galliard (Steve Howe)
5 - Entre (Leandro Loan)
6 - Peaceful Days (Yasunori Mitsuda, Arr. Loan)
7 - In The Course of The Day (Steve Howe)

O arquivo com as músicas, assim como as informações para depósito, está no link abaixo. Para moradores de Florianópolis e região, podem retirar em mãos. Só entrar em contato!

http://www.4shared.com/folder/J26g2viC/_online.html
ou http://www.4shared.com/dir/J26g2viC/_online.html 




quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Bill Frisell - I'm Not a Farmer

Música integrante do álbum Disfarmer de Bill Frisell. Possui uma harmonia cortante, pelo menos depois do 1:43. Bill Frisell participou de um brilhante CD em 2003, com outros artistas, chamado Masada Guitars, interpretando obras do saxofonista e compositor John Zorn. Vale a pena apreciar.




quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Et, casa, telefone

Hoje em uma lista de email escutei uma pessoa dizer que não entende o porquê de uma revista de renome publicar uma frase do seguinte tipo "Se os animais tem interesses e direitos, porque os vegetais não deveriam ter?" em uma matéria inteiramente dedicada ao vegetarianismo. Eu respondo:

Porque são loucos, querendo comp(a)rar um macaco a uma banana, um tomate a um cachorro e um elefante a uma cenoura, que não sente, não têm cérebro, nem olhos para ver. Aliás, esse tipo de argumento é a banana que dão aos macacos pra estes não ficarem raivosos quando terminarem de fazer sua leitura. É o argumento rolha, pra fechar a discussão e não deixar o outro sem nada a dizer, nem mesmo reclamar. As revistas têm que ser imparciais, assim como os seriados de televisão, por mais diferentes que sejam. Sempre há diplomacia, por mais que isto às vezes seja impossível. No fundo não é uma loucura, mas uma razão exacerbada, se for ver. Tô diplomatando.

Não li a matéria, mas entrei no link e li a primeira página. O Diretor de Redação, logo no editorial, quis fazer uma média no final pra embelezar o papo. "Há filósofos que sugerem que imoral é não encarar a realidade tal como ela é". Ele pode ter sido vago demais nessa frase, dando margem a interpretações perversas, do tipo: por que negar a realidade tal como ela é? violenta, caótica e prática. Imoral não [é querer manter a realidade, mas não] aceitar a realidade como ela é. Tudo bem, existe a interpretação de que "para sair é preciso entrar", e de que, para dialogarmos com o outro, primeiro precisamos aprender sua língua ou fazê-lo entender a nossa, mas, para ter esse sentido, precisaria de um "também" antes do "é", ali. Há filósofos que sugerem que imoral [também] é não encarar a realidade tal como ela é.

Isso é apenas a análise de uma frase dentre tantas outras que visam deixar a matéria imparcial e agradável a todos, por mais que isso fique confuso e desleal, por diversas vezes. Pegue a crítica à agricultura [como tantos adoram criticar quando a pecuária é questionada]. Criticam a agricultura dizendo que esta também esgota recursos naturais, como se isso fosse argumento para justificar os diversos males da pecuária, no mundo. E o que nos sugerem, depois? Comer vento? Apelação argumentativa, apenas. De alguma coisa nós precisamos comer, e é claro que será da agricultura. Não da luz, nem do vento - muito menos dos animais.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Liberdade, Libertad, Liberté

Imagine ter asas e passar a vida inteira dentro de uma gaiola. O que lhe resta.


Cantar. Chorar. Morrer por dentro.

"Deus amou os pássaros e inventou árvores. O homem amou os pássaros e inventou gaiolas." — Jacques Deval

"Um pássaro na gaiola, na primavera, sabe muito bem que existe algo em que ele pode ser bom, sente muito bem que há algo a fazer, mas não pode fazê-lo. O que será? Ele não se lembra muito bem. Tem então vagas lembranças e diz para si mesmo: Os outros fazem seus ninhos, têm seus filhotes e criam a ninhada, e então bate com a cabeça nas grades da gaiola. E a gaiola continua ali, e o pássaro fica louco de dor." — Vincent Van Gogh. Cartas a Théo.

domingo, 3 de julho de 2011

O Mito de Sísifo e nós

O Mito de Si.sifu

O Mito de Sísifo conta a estória de um homem que fora (no pretérito imperfeito) condenado pelos deuses a rolar um grande rochedo até o topo de uma montanha até que este caísse novamente por seu próprio peso completando assim um eterno ciclo de queda e ascensão de forma a cumprir seu "terrível" destino - rolar um grande rochedo até o topo de uma montanha até que este caísse novamente por seu próprio peso completando assim um eterno ciclo de queda e ascensão... apenas por ter desafiado os deuses. Albert Camus escreveu um ensaio sobre o conto, o qual filosofou sobre a condição absurda do homem no mundo após a 2ª guerra mundial, no estranho e apocalíptico cenário europeu de 1942.

"Vou-lhe dizer um grande segredo, meu caro. Não espere o juízo final. Ele realiza-se todos os dias".

Uma das peripécias de Sísifo foi tentar enganar a Morte, e conseguiu - por duas vezes. Porém sua punição a um momento chegou. Em um certo sentido, como nos inpira Clarice Lispector em seu conto "Medo da Eternidade", não há como burlarmos a morte (que no sentido metafórico aqui pode significar o desfecho das coisas, a virada dos ciclos) a não ser que burlemos a si mesmos - como foi o caso de Sísifo ao receber sua sina. Clarice jogou seu chiclé porque sabia (ou soube) que esse era seu fim e, se continuasse a mastigá-lo, só estaria a enganar-se, ou então, a pregar uma peça sobre si.

A sina de Sísifo, no entanto, na visão do texto de Camus, não é de todo trágica, mas apenas uma consequência e um reflexo do mundo em que nascemos, segundo o escritor. Com um teor bastante poético, reflete sobre a condição proletária da época e a ausência da fé nos deuses antigos por parte do "homem revoltado".

"É durante esse retorno, essa pausa, que Sísifo me interessa. Um rosto que pena, assim tão perto das pedras, é já ele próprio pedra! Vejo esse homem redescer, com o passo pesado, mas igual, para o tormento cujo fim não conhecerá. Essa hora que é como uma respiração e que ressurge tão certamente quanto sua infelicidade, essa hora é aquela da consciência. A cada um desses momentos, em que ele deixa os cimos e se afunda pouco a pouco no covil dos deuses, ele é superior ao seu destino. É mais forte que seu rochedo.


Se esse mito é trágico, é que seu herói é consciente. Onde estaria, de fato, a sua pena, se a cada passo 0 sustentasse a esperança de ser bem-sucedido? O operário de hoje trabalha todos os dias de sua vida nas mesmas tarefas e esse destino não é menos absurdo. Mas ele só é trágico nos raros momentos em que se torna consciente. Sísifo, proletário dos deuses, impotente e revoltado, conhece toda a extensão de sua condição miserável: é nela que ele pensa enquanto desce. A lucidez que devia produzir o seu tormento consome, com a mesma força, sua vitória. Não existe destino que não se supere pelo desprezo."

Isso me faz lembrar do conceito taoísta de "agir sem agir", que, de certa forma, pode ser confundido com desprezo por parte de quem age. Outro conceito interessante de que me lembrei foi também a "loucura controlada", de Carlos Castaneda, importante escritor que reuniu diversos conhecimentos xamânicos antigos:

"— Pensa demais em si —- disse ele, sorrindo. — E isso lhe dá um cansaço estranho, que o leva a fechar o mundo em volta de si e se agarrar a seus argumentos. Por isso, só tem problemas. Também sou apenas um homem, mas não digo isso do mesmo jeito que você.
— Como é que o diz?
— Venci meus problemas. É uma pena que minha vida seja tão curta que eu não me possa agarrar a todas as coisas de que gostaria. Mas isso não é um problema; é só uma pena.


Gostei do tom de sua declaração. Não havia nela desespero nem
autocomiseração."


"A sensação de importância faz a pessoa sentir-se pesada, desajeitada e
vaidosa. Para ser um homem de conhecimento, ela tem de ser leve e fluida."


"O meio mais eficaz de se viver é como guerreiro: preocupar-se e pensar antes de tomar qualquer decisão, porém, uma vez tomada, seguir seu caminho, livre de preocupações e pensamentos."


"Para sermos guerreiros, devemos estar, antes de tudo, conscientes de nossa morte. Também é necessário o desprendimento. Assim, a idéia da morte iminente, em vez de se tornar uma obsessão torna-se uma indiferença."


"O guerreiro, que é desprendido, e sabe que não pode evitar sua morte, só se apóia no poder de suas decisões; é o senhor de suas opções e compreende que elas são sua responsabilidade, não tendo tempo para remorsos ou recriminações."


"Com a consciência de sua morte, com seu desprendimento e com o poder de suas decisões, um guerreiro organiza sua vida de maneira estratégica. Assim ele executa tudo o que precisa com vontade e eficiência e adquire paciência, que é condição para o caminho da vontade."


"Um guerreiro evita conversas internas. Ele escuta o mundo; os sons do mundo." [...] "Temos que usar os ouvidos para aliviar a carga dos olhos."


"É preciso insistir muito, mesmo sabendo que o que se está fazendo é inútil. Mas primeiro temos que saber que nossos atos são inúteis, e, no entanto, temos que proceder como se não soubéssemos. É esta a loucura controlada de um feiticeiro."



"Um guerreiro escolhe um caminho com coração, qualquer caminho com coração, e o segue; e então ele se regozija e ri. Ele sabe por que vê que sua vida estará terminada muito depressa. Ele vê que nada é mais importante do que qualquer outra coisa."


"As coisas que as pessoas fazem não podem ser de jeito algum mais importantes do que o mundo. E assim um guerreiro trata o mundo como um mistério sem fim e o que as pessoas fazem como uma loucura sem fim."


"Como nada é mais importante do qualquer outra coisa, um guerreiro escolhe qualquer ato e age como se lhe importasse. Sua Loucura Controlada o faz dizer que o que ele faz importa e o faz agir como se importasse, e contudo ele sabe que não é assim; de modo que, quando completa seus atos, ele se retira em paz e quer seus atos tenham sido bons ou maus, dado certo ou não, isso absolutamente não o preocupa mais."

A esse momento, Camus poderia continuar de onde parou, dialogando com Castaneda:

"[...] Se a descida, assim, em certos dias se faz para a dor, ela também pode se fazer para a alegria. Esta palavra não está demais. Imagino ainda Sísifo indo outra vez para seu rochedo, e a dor estava no começo. Quando as imagens da terra se mantêm muito intensas na lembrança, quando o apelo da felicidade se faz demasiadamente pesado, acontece que a tristeza se impõe ao coração humano: é a vitória do rochedo, é o próprio rochedo. O enorme desgosto é pesado demais para carregar. São nossas noites de Getsêmani. Mas as verdades esmagadoras perecem ao serem reconhecidas. Assim, Édipo de início obedece ao destino sem o saber. A partir do momento em que ele sabe, sua tragédia principia. Mas no mesmo instante, cego e desesperado, reconhece que o único laço que o prende ao mundo é ó frescor da mão de uma garota. Uma fala descomedida ressoa então: "Apesar de tantas experiências, minha idade avançada e a grandeza da minha alma me fazem achar é que tudo está bem”. O Édipo de Sófocles, como o Kirílov de Dostoiévski, dá assim a fórmula da vitória absurda. A sabedoria antiga torna a se encontrar com o heroísmo moderno.


Não se descobre o absurdo sem ser tentado a escrever algum manual de felicidade. "Mas como, com umas trilhas tão estreitas?" No entanto, só existe um mundo. A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra. São inseparáveis. O erro seria dizer que a felicidade nasce forçosamente da descoberta absurda. Ocorre do mesmo modo o sentimento do absurdo nascer da felicidade. "Acho que tudo está bem", diz Édipo, e essa fala é sagrada. Ela ressoa no universo feroz e limitado do homem. Ensina que tudo não é e não foi esgotado. Expulsa deste mundo um deus que nele havia entrado com a insatisfação e o gosto pelas dores inúteis. Faz do destino um assunto do homem e que deve ser acertado entre os homens.


Toda a alegria silenciosa de Sísifo está aí. Seu destino lhe pertence. Seu rochedo é sua questão. Da mesma forma o homem absurdo, quando contempla o seu tormento, faz calar todos os ídolos. No universo subitamente restituído ao seu silêncio, elevam-se as mil pequenas vozes maravilhadas da terra. Apelos inconscientes e secretos, convites de todos os rostos, são o reverso necessário e o preço da vitória. Não existe sol sem sombra, e é preciso conhecer a noite. O homem absurdo diz sim e seu esforço não acaba mais. Se há um destino pessoal, não há nenhuma destinação superior ou, pelo menos, só existe uma, que ele julga fatal e desprezível. No mais, ele se tem como senhor de seus dias. Nesse instante sutil em que o homem se volta sobre sua vida, Sísifo, vindo de novo para seu rochedo, contempla essa seqüência de atos sem nexo que se torna seu destino, criado por ele, unificado sob o olhar de sua memória e em breve selado por sua morte. Assim, convencido da origem toda humana de tudo o que é humano, cego que quer ver e que sabe que a noite não tem fim, ele está sempre caminhando. O rochedo continua a rolar."

E continua...

Nesse caminho de pedras, a "única" via que temos, de fato, é aproveitarmos o tempo e os momentos aos quais fomos agraciados, sendo felizes com o agora, unindo o passado, o futuro e o presente. Mais um clichê que descolorirá.

"Tristeza não tem fim, felicidade sim." (Vinicius de Moraes)

Links:

O Mito de Sísifo
O Mito de Sísifo e os dias atuais
O Tigre e o Morango
Isso também passará

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Kseniya Simonova - "Got Talent" (2009)

Kseniya Simonova foi a vencedora da edição ucraniana do "Got Talent" de 2009, com uma animação sobre a invasão da Alemanha na Ucrânia durante a Segunda Guerra Mundial. Usando apenas os dedos e uma superfície arenosa, trouxe lágrimas aos olhos de juízes e público.

‎"Foram 8 minutos maravilhosos que demonstraram um talento especial e que trouxe, através da arte, a memória viva de uma guerra que marcou gerações."

terça-feira, 17 de maio de 2011

Tudo é um acorde

Hoje li uma manchete na internet cuja chamada dizia que as pessoas se apaixonam pela música da mesma forma com que são atraídas para o "sexo, drogas, jogo ou comida saborosa". Há alguns anos atrás, fiz a experiência de "viver apenas de som". Todos os dias ao amanhecer, eu colocava o fone de ouvido e ouvia cinco minutos da minha música predileta. O resto do dia não comia mais nada. Tá bom, um suquinho de leve eu tomava. Resultado: até hoje nunca mais me alimentei - e tô vivo - ainda. Virei um acorde.

Brincadeiras à parte, gostei do artigo. Quem nunca pegou uma música e ficou repetindo-a, ouvindo-a, como se estivesse viciado na peça? Se levarmos em realização que os objetos vivos* estão em constante estado de vibração desde as suas moléculas mais pequenas até as maiores - e que cada estado de vibração possui uma frequência específica que interage com o resto todo produzindo os diversos tipos de harmonia - e se colocarmos um pouquinho de poesia nessa estória tremenda - então o universo inteiro é um grande acorde. Aliás, uma música, ou uma sinfonia.



*existe um objeto morto?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ziggy Marley - Black Cat

Hoje é sexta-feira 13 e um gato preto ... é apenas um gato preto. Deja vu. Hoje também é dia da Abolição da Escravatura no Brasil - pelo menos em teoria.



"When you believe in things that you don't understand, than you suffer..." (Stevie Wonder, em Superstition)

Milionário é acusado de abusar de filhos em iates e chefiar rede de pedofilia

"Nos vídeos, segundo a polícia, as quatro crianças chamam o acusado de papai."

E ainda tem gente que defende isso... como?

BBC Brasil,

Um alemão de 32 anos foi preso e acusado de abusar dos próprios filhos em iates de luxo e de distribuir vídeos desses abusos através de uma rede de pornografia infantil pela internet.

A polícia de Mallorca descreveu o acusado, identificado apenas pelas iniciais H.J., como "milionário", e diz que ele usava na rede o apelido de “cool daddy”, algo como “papai bacana”. Ele foi detido em abril, segundo a polícia, com diversas gravações nas quais aparecia mantendo relações sexuais com menores de 3 a 9 anos.

A polícia disse que as gravações que circulavam pela internet eram feitas em camarotes de iates de luxo que navegavam pelo litoral Mediterrâneo.

De acordo com a Brigada de Investigação Tecnológica da Polícia Nacional, o milionário não só abusava sexualmente de seus dois filhos biológicos, como também de outros dois menores.

Nos vídeos, segundo a polícia, as quatro crianças chamam o acusado de papai. Os arquivos com estas gravações foram colocados na internet pelo playboy alemão, que oferecia intercâmbio de imagens a outros pedófilos.

[...] Continua: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/05/110511_pedofilo_alemao_espanha_anelise_rw.shtml

sábado, 26 de março de 2011

Milionários temporariamente constrangidos

Escutei uma frase hoje que expressa bem algo óbvio e tão velho.

"Socialism never took root in America because the poor see themselves not as an exploited proletariat, but as temporarily embarrassed millionaires."

Socialismo nunca fez raíz na América porque os pobres vêem a si mesmos não como um proletariado explorado, mas como milionários temporariamente desconcertados. -- John Steinbeck

Essa frase me lembra do filme "Eles Vivem" (Nós Dormimos). As pessoas vêem a TV (o glamour, a falsa beleza e a miséria da alma) e sintonizam-se com essa frequência sem ao menos pensar (grande). Adquirem um paradigma totalmente ilusório de tudo - de tudo o que são e o que somos - e esquecem da realidade aqui fora (ou lá dentro). A mesma tragédia acontece nas faculdades com os calouros "ingênuos" que passam por todo tipo de humilhação e estupidez pra quê? Pra nada. Apenas por pensarem que "um dia" poderão fazer o mesmo com os "seus" calouros e assim estarem "dominando" pessoas. Que espécie de pensamento doentio é esse? - que, aliás, é o da maioria das pessoas? Chefes e funcionários. Professores e alunos. Homens e mulheres; Mulheres e homens. Adultos e crianças. Humanos e animais.

Até quando? - desde quando...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Stevie Wonder - People Make The World Go Round

Stevie Wonder em uma regravação brilhante da canção "People Make The World Go Round", gravada originalmente por The Stylistics nos anos 70. Entre os que regravaram a música também estão: Alton & Ellis, Angela Bofill e Michael Jackson.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Detlef Schrempf

So take it as a song or a lesson to learn
And sometime soon be better than you were
If you say you're gonna go, then be careful
And watch how you treat every living soul


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Como será

Do blog Animal Humano,
de Rodrigo Cabral


Carta de hoje no zen tarô do Osho:

A semente não pode saber o que lhe vai acontecer, a semente jamais conheceu a flor. E a semente não pode nem mesmo acreditar que traga em si a potencialidade para transformar-se em uma bela flor. Longa é a jornada, e sempre será mais seguro não entrar nessa jornada, porque o percurso é desconhecido, e nada é garantido. Nada pode ser garantido. Mil e uma são as incertezas da jornada, muitos são os imprevistos -- e a semente sente-se em segurança, escondida no interior de um caroço resistente. Ainda assim ela arrisca, esforça-se; desfaz-se da carapaça dura que é a sua segurança, e começa a mover-se. A luta começa no mesmo momento: a batalha com o solo, com as pedras, com a rocha. A semente era muito resistente, mas a plantinha será muito, muito delicada, e os perigos serão muitos.

Não havia perigo para a semente, a semente poderia ter sobrevivido por milênios, mas para a plantinha os perigos são muitos. O brotinho lança-se, porém, ao desconhecido, em direção ao sol, em direção à fonte de luz, sem saber para onde, sem saber por quê. Enorme é a cruz a ser carregada, mas a semente está tomada por um sonho, e segue em frente.

Semelhante é o caminho para o homem. É árduo. Muita coragem será necessária.

Fonte: Osho.com (rodrigoec)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O problema dos ovos

do site Vegetarianismo.com.br

Poucas fazendas hoje em dia são igual àquela imagem que se tem das fazendas antigas: um lugar aprazível, tranquilo, com uma manada de galinhas cercadas de pintinhos ciscando, supervisionados pelo galo empoleirado no alto do celeiro.

Essa imagem não tem mais nada de real. As fazendas que abastecem as grandes cidades não são mais controladas por pessoas simples do interior. [...]

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Blues from an old woman

Um blues sinistro de uma senhora russa.