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terça-feira, 13 de março de 2012

Como Intervalos de 1 Minuto Podem Melhorar Sua Saúde

Por Gretchen Reynolds

Breves rajadas de exercício podem melhorar sua saúde? 

Tradução não-oficial : Leandro Loan 

Enquanto muitos de nós querem saber o quanto de exercício realmente precisamos para ganhar saúde e aptidão física, um grupo de cientistas do Canadá está virando tudo ao avesso e perguntando: o quão pouco de exercício precisamos? A atraente e emergente resposta parece ser, muito menos do que pensamos — desde que se esteja disposto a trabalhar um pouco.

Em prova dessa idéia, pesquisadores da Universidade McMaster em Hamilton, Ontario, recentemente coletaram vários grupos de voluntários. Um consistia de sedentários mas geralmente homens e mulheres saudáveis de meia idade. Outro era composto de pacientes mais velhos e de meia idade que haviam sido diagnosticados com doença cardiovascular. Os pesquisadores testaram a frequência cardíaca máxima e o pico de potência de cada voluntário em uma bicicleta estacionária. Em ambos os grupos, os picos não foram, francamente, tão altos; todos os voluntários estavam fora de forma e, no caso dos pacientes cardíacos, indispostos. Mas eles corajosamente concordaram em realizar um programa recém-concebido de intervalos cíclicos.

A maioria de nós já escutou sobre intervalos, ou sobre rajadas de atividade extenuante, repetidas, curtas e afiadas, intercaladas entre períodos de descanso. Quase todos os atletas competidores empregam uma ou duas sessões de treinamento intervalar a cada semana para melhorar sua velocidade e resistência. Mas os pesquisadores canadenses não estavam pedindo que seus voluntários borrifassem algumas poucas sessões de intervalos em suas rotinas de exercício. Ao invés disso, pediram que os grupos exercitassem apenas com intervalos.

Por anos, a Associação Americana do Coração (American Heart Association) e outras organizações têm recomendado que as pessoas completem 30 minutos ou mais de exercícios moderados contínuos, tais como caminhada rápida, cinco vezes por semana, para uma boa saúde. Mas milhões de americanos não se engajam nesse tanto de exercício moderado, ou nem mesmo completam um que seja. Perguntados por quê, a maioria, de pesquisa a pesquisa, dizem: “Eu não tenho tempo.”

Intervalos, entretanto, requerem pouco tempo. Eles são, por definição, curtos. Mas se as pessoas podem tolerar intervalos, e se, por sua vez, intervalos providenciam os mesmos benefícios que longos exercícios, mais práticas moderadas de resistência são tópicos que ainda não foram investigados suficientemente.
Há muitos anos atrás, os cientistas de McMaster testaram um treinamento punitivo, conhecido como treinamento intervalado de alta intensidade, ou HIIT (high-intensity interval training), que envolvia 30 segundos de esforço máximo de 100% de uma pessoa na máxima freqüência cardíaca. Depois de seis semanas, essas sessões dilacerantes de HIIT produziram mudanças fisiológicas similares nos músculos da perna de homens jovens assim como sessões de uma hora por semana de ciclismo estacionário, mesmo que os treinos de HIIT envolvessem 90% a menos de tempo de exercício.

Reconhecendo, entretanto, que poucos de nós corajosamente conseguem ou praticarão tal esforço desgastante, os pesquisadores também desenvolveram uma forma suave mas também abreviada de HIIT. Esta rotina modificada envolvia um minuto de esforço extenuante, em torno de 90% da freqüência cardíaca máxima de uma pessoa (o que a maioria de nós consegue estimar, de forma rude, subtraindo nossa idade de 220), seguida por um minuto de recuperação fácil. O esforço e a recuperação são repetidos 10 vezes, em um total de 20 minutos.

Apesar de compromisso curto desse programa modificado, depois de várias semanas de prática, ambos voluntários, tanto os fora de forma quando os cardíacos, mostraram melhoras significativas na sua saúde e aptidão. Os resultados, recém publicados em uma pesquisa de revisão relacionada com a HIIT, foram especialmente notáveis nos pacientes cardíacos. Eles mostraram “melhoras significativas” no funcionamento das veias sanguíneas e coração, disse Maureen MacDonald, uma professora de cinesiologia da McMaster que está liderando o experimento.

Pode parecer contra-intuitivo que exercícios extenuantes sejam produtivos ou até mesmo prudentes para pacientes cardíacos. Mas até agora nenhum deles apresentou problemas cardíacos relacionados a esforço, disse Drª MacDonald. “Parece que o coração é protegido da intensidade” dos intervalos, ela disse, “porque o esforço é curto”.

Quase tão surpreendente, os pacientes cardíacos abraçaram a rotina. Apesar de suas avaliações de percepção de esforço, ou do senso de desconforto de cada intervalo individual, serem altos e provavelmente precisos, beirando um 7 ou mais em uma escala de 10, eles relatam estarem gostando das sessões, ao invés de exercícios moderados, longos e contínuos, disse a doutora.

“O trabalho duro é curto,” ela aponta, “então é tolerável”. Membros de um grupo separado de exercício de controle no centro de reabilitação inscritos para completar 30 minutos de sessões comuns de exercício intenso-moderado, têm assistido melancolicamente os praticantes de intervalos saírem do laboratório antes deles. “Eles querem trocar de grupos”, ela disse.

Os cientistas notaram outros benefícios em estudos anteriores. Em adultos de meia idade fora de forma mas também saudáveis, dua semanas de treinamento HIIT propiciou a criação de mais proteínas celulares envolvidas na produção de energia e oxigênio. O treinamento também melhorou a sensibilidade à insulina e a regulagem de açúcar no sangue dos voluntários, abaixando o risco de desenvolverem diabetes tipo 2, de acordo com um estudo publicado no último outono na revista Medicine & Science, dentro de Sports & Exercise.

Desde então, os cientistas completaram um breve experimento envolvendo pessoas com diabetes 2 em estágio avançado. Eles descobriram que uma simples sessão de HIIT de 1 minuto hard e 1 minuto easy, repetidos 10 vezes, melhorou a regulação de açúcar no sangue durante o dia inteiro, particularmente depois das refeições.

É claro, o treinamento HIIT não é ideal nem mesmo necessário a todos, disse Martin Gibala, um professor de cinesiologia na McMaster, que está supervisionando os estudos de alta intensidade. “Se você tiver tempo” para 30 minutos ou mais de exercícios regulares de resistência, “então, por todos os meios, continue”, ele disse. “Há um impressionante corpo científico mostrando” que tais esforços “são muito eficazes em melhorar a saúde e a boa forma.”

Mas se as restrições de tempo o mantém longe dos exercícios prolongados, ele continua, consulte seu doutor para mais orientação, e então considere rapidamente pedalar uma bicicleta ergométrica ou fazer uphill sprint (correr pra cima) por um minuto, almejando alcançar uma freqüência cardíaca em torno de 90 por cento do seu máximo. Pedale e corra calmamente morro abaixo (downhill) por um minuto e repita nove vezes, talvez duas vezes por semana. “É um exercício muito potente,” Dr. Gibala disse. “E então, muito rapidamente, acabou.”

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Tablet mais barato do mundo no Brasil

12 de dezembro de 2011| 22h22

A empresa que fabrica o Aakash na Índia por vir para o Brasil atraída pelos benefícios da isenção fiscal
Estudantes exibem o ‘Aakash’. FOTO: Parivartan Sharma/Reuters
SÃO PAULO – A DataWind, fabricante do tablet apontado como o mais barato do mundo, pode vir para o Brasil a fim de produzir o aparelho fazendo uso dos benefícios das leis de isenção fiscal. A empresa tem fábricas na Índia onde produz, com subsídio do governo, o tablet UbiSlate ou “Aakash”, voltado especialmente para atender estudantes. O modelo mais simples é vendido por 2.500 rupias indianas (cerca de R$87) e o modelo UbiSlate 7, por 2.999 Rs (ou R$105).
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O modelo “Aakash” – “céu” em hindi – vem com Android 2.2, possui WiFi e bateria de 2.100 mAh; enquanto o “UbiSlate 7″, que deve chegar no mercado internacional em janeiro de 2012, vem com Android 2.3, WiFi, bateria de 3.200 mAh e pode também funcionar como celular.
“Os ricos têm acesso ao mundo digital, os pobres e comuns têm sido excluídos. O Aakash terminará com a divisão digital”, disse o ministro das Telecomunicações e da Educação, Kapil Sibal, à Reuters na época em o país recebia 100 mil unidades do aparelho destinados a estudantes.
O governo brasileiro já havia demonstrado interesse em um projeto educacional semelhante, fornecendo esse tipo de equipamento para as escolas públicas do País até 2012. Ao G1, o presidente da empresa, Suneet Singh Tuli, afirmou que o Brasil tem interesse em subsidiar a produção local de tablets mirando no público estudantil.
Além do Brasil, o executivo disse ao portal que outros países como Tailândia, Trinidad e Tobago, Turquia, Egito, Panamá e Sri Lanka
também estavam dialogando com a fabricante pelo produto e por projetos semelhantes.
A empresa aposta na receita oriunda também do sistema operacional (software) e não só do aparelho (hardware). A DataWind consegue o barateamento por causa de uma estrutura diferenciada dos seus tablets, que transfere o processamento para um mecanismo baseado na nuvem, ou seja, através de servidores. O presidente diz ainda que, por isso, o custo de produção chega a ser menor do que o das fábricas chinesas.
Fonte: Estadão

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Humanidade

Tá na hora de revermos esse conceito.



domingo, 28 de agosto de 2011

Rodeo Chess

Os peões do Rodeio, assim como o nome diz, são apenas peças de um triste e macabro tabuleiro, onde muita gente lucra e alguns continuam a reinar, impunes. Pessoas morrem, animais morrem e outros tantos idiotas aplaudem.


Hoje acaba a festa de Barretos. Ano que vem continua, assim como continuam diversas outras festas de rodeio pelo país. Quando isso vai parar?

sábado, 30 de julho de 2011

Morrissey, o turkey da vez

‎"Não quero falar com bandeirantes."

Morrissey, ex-cantor do grupo britânico The Smiths, provocou polêmica ao declarar que os ataques recentes da Noruega não seriam "nada comparados ao que acontece todos os dias no McDonald's e Kentucky Fried Shit.". A declaração completa foi: "Todos nós vivemos em um mundo de assassinato, como os eventos na Noruega nos mostraram, com 97 mortos [sic]. Mas isso não é nada comparado ao que acontece no McDonald's e Kentucky Fried Shit [Chicken] todos os dias". Logo após, cantou a música "Meat Is Murder".

Depois da declaração, instantaneamente virou alvo das manchetes mundiais, que o acusaram de radical, irresponsável, entre outros adjetivos. No entanto, para alguns, a informação foi verdadeira, apesar da forma como foi dita. O sofrimento causado pela indústria animal é imenso - se for comparado a fundo e a "olho" com outras práticas humanas. Para outros, embora, continuou sendo chocante e ofensiva. Pois, afinal, são vidas humanas, diferentes de animais não-humanos, que "foram feitos" para serem mortos, na opinião da maioria das pessoas, não importa a quantidade. Animais não-humanos são apenas meros objetos de consumo, e essa é a ordem das coisas - por que questionar? Assim, Morrissey tornou-se atenção (e nova cruz) da mídia. 

A forma (neutra) com que ele se referiu aos ataques pode ser interpretado como desrespeito e oportunismo, por grande parte da população. E, de fato, aproveitou-se de uma deixa midiática. Estava com o microfone na mão e falou o que talvez muitos teriam vontade de falar. Ele não trouxe o massacre à tona. O massacre é que o trouxe, ali. O recente evento da Noruega, assim como vários outros eventos, foi e é explorado exaustivamente pelas mídias nacionais e internacionais todos os dias, em todo o planeta. Colocam fotos das famílias chorando, em capas das revistas. Colocam crianças segurando lenço, em profunda agonia. Colocam todas as privacidades expostas em zoom, pra vender o sofrimento das pessoas como se fosse um grande filme de terror. E pra quê? Por profundo respeito à vida das vítimas.

Os ataques de Morrissey, pensando bem, não são nada comparados ao que acontece diariamente na mídia. Porém Steven Morrissey é o turkey da vez.

A tempo, não coloco minha mão no fogo por ele. Nem a mão, braço ou pata de ninguém.

sábado, 23 de julho de 2011

That's it

Em homenagem à Amy Winehouse, não importando a causa exata de sua morte. Eu nem era fã de suas músicas, mas respeito seu trabalho.

"You know why I've got a block against this bullshit?
Because this is what gets people on drugs."

That's it



Scanner Darkly é um filme de animação de 2006, inspirado no livro homônimo de Philip Dick, cuja estória trata sobre o tema de drogas e vício. Foi baseado na própria experiência do autor, que viu a vida de vários de seus amigos ser jogada no ralo, em consequência direta ou indireta das drogas. No entanto, questiona se a droga é de fato o problema real - ou, final. A droga é um problema, mas em muitos casos pode ser apenas a ponta de um iceberg, muito maior. É do mesmo diretor de Waking Life.

domingo, 29 de maio de 2011

Quem somos nozes?

Hoje li uma sentença interessante na apostila "Por uma vida melhor", cujo conteúdo foi alvo de uma grande polêmica recentemente:

"O falante, portanto, tem de ser capaz de usar a variante adequada da língua para cada ocasião."

Concordo com isso. No dia-a-dia falamos várias frases com erros de concordância e nem realizamos. A própria frase Te amo, tão popular entre nós, se fosse colocada corretamente, ficaria Amo-te. Poucos usam essa expressão. Então por que não assumirmos (esse amor) e abraçamos a língua? Para cada ocasião, usamos um dialeto diferente. Em uma entrevista de emprego (dependendo da empresa) você não vai de bermuda e chinelo. Em outros lugares, no entanto, nem entrevista tem. Porque não tem emprego. Ou porque é autônomo, é free lancer, ou faz bico.

Cada lugar é um lugar. Dependendo da prioridade, fica a seu critério agir conforme os costumes locais ou não. Na escola ensina-se a língua culta e isso é correto. Culto ao culto? Culto ao popular e popular ao culto, mas a escola da vida nunca precisou de apostila, nem de professores. Sodoma, símbolo bíblico da transgressão de valores, construiu-se sem a ajuda ou aprovação de ninguém. Como diria o popular, ensinar o padre a rezar?

O padre já sabe, no entanto alguns insistem em querer ensiná-lo. Não é o caso dessa apostila, que parece apenas ter mencionado as outras formas de se escrever.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

George Carlin - Bad News (legendado)

Crítica social ao "entretenimento" da tv e do por que a vinheta do Plantão da rede Globo mexe tanto com as pessoas. Sad but true.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Milionário é acusado de abusar de filhos em iates e chefiar rede de pedofilia

"Nos vídeos, segundo a polícia, as quatro crianças chamam o acusado de papai."

E ainda tem gente que defende isso... como?

BBC Brasil,

Um alemão de 32 anos foi preso e acusado de abusar dos próprios filhos em iates de luxo e de distribuir vídeos desses abusos através de uma rede de pornografia infantil pela internet.

A polícia de Mallorca descreveu o acusado, identificado apenas pelas iniciais H.J., como "milionário", e diz que ele usava na rede o apelido de “cool daddy”, algo como “papai bacana”. Ele foi detido em abril, segundo a polícia, com diversas gravações nas quais aparecia mantendo relações sexuais com menores de 3 a 9 anos.

A polícia disse que as gravações que circulavam pela internet eram feitas em camarotes de iates de luxo que navegavam pelo litoral Mediterrâneo.

De acordo com a Brigada de Investigação Tecnológica da Polícia Nacional, o milionário não só abusava sexualmente de seus dois filhos biológicos, como também de outros dois menores.

Nos vídeos, segundo a polícia, as quatro crianças chamam o acusado de papai. Os arquivos com estas gravações foram colocados na internet pelo playboy alemão, que oferecia intercâmbio de imagens a outros pedófilos.

[...] Continua: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/05/110511_pedofilo_alemao_espanha_anelise_rw.shtml

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A minha reação perante a morte de Osama Bin Laden

"Poderíamos perguntar a nós mesmos como reagiríamos se tropas iraquianas pousassem na casa de George W. Bush, assassinassem-o, e jogassem seu corpo no Atlântico. Indiscutivelmente, seus crimes excederam os de Bin Laden em vastidão [...]" (Noam Chomsky, em My Reaction to Osama bin Laden's Death)

É algo a se pensar...

Por Noam Chomsky

It’s increasingly clear that the operation was a planned assassination, multiply violating elementary norms of international law. There appears to have been no attempt to apprehend the unarmed victim, as presumably could have been done by 80 commandos facing virtually no opposition—except, they claim, from his wife, who lunged towards them. In societies that profess some respect for law, suspects are apprehended and brought to fair trial. I stress “suspects.” In April 2002, the head of the FBI, Robert Mueller, informed the press that after the most intensive investigation in history, the FBI could say no more than that it “believed” that the plot was hatched in Afghanistan, though implemented in the UAE and Germany. What they only believed in April 2002, they obviously didn’t know 8 months earlier, when Washington dismissed tentative offers by the Taliban (how serious, we do not know, because they were instantly dismissed) to extradite bin Laden if they were presented with evidence—which, as we soon learned, Washington didn’t have. Thus Obama was simply lying when he said, in his White House statement, that “we quickly learned that the 9/11 attacks were carried out by al Qaeda [...]

[...] http://www.commondreams.org/view/2011/05/07-5

Versão traduzida em Português

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Taques propõe inclusão da corrupção na Lei dos Crimes Hediondos

Cuiabá / Várzea Grande
29/04/2011


Da Assessoria

Com o objetivo dar um primeiro passo no sentido de operar mudanças nas diretrizes do Direito Penal Brasileiro, o senador Pedro Taques (PDT) apresentou nesta quinta-feira (28.04) o Projeto de Lei do Senado (PLS) que insere os delitos de concussão, corrupção passiva e corrupção ativa na Lei dos Crimes Hediondos e aumenta de dois para quatro anos a pena mínima desses delitos.

O parlamentar justifica que inúmeros levantamentos mostram que o desvio de dinheiro público, a corrupção e suas formas afins de delitos, têm ocasionado falta de verba para a saúde, para a educação, para os presídios, para a sinalização e construção de estradas, para equipar e preparar a polícia, além de outras políticas públicas.

“O resultado prático dessa situação é a morte diária de milhares de pessoas que poderiam estar vivas caso o Estado cumprisse a Constituição e garantisse a concretização de seus direitos fundamentais sociais”, argumenta Pedro Taques. O parlamentar frisa que o PLS faz parte de um planejamento de ações que visam atender as propostas apresentadas na campanha eleitoral.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Aprovado projeto de lei que obriga políticos a matricularem os filhos em escola pública

Finalmente, foi aprovado o projeto de lei que obriga políticos brasileiros a matricularem seus filhos em escola pública! É polêmico, mas já é alguma coisa...


Confira aqui!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Pastor com arma na Missa

Fico pensando, que tipo de educação querem dar para as crianças (se é que querem dar alguma coisa) nesse lugar? O que aprende um jovem que cresce vendo tudo isso e achando normal? Outra coisa que penso disso: esse post vai mudar alguma coisa no mundo? Eu quero mudar alguma coisa? Alguns vão rir, outros vão chorar, outros vão se indignar, no entanto muitos vão continuar fazendo a mesma e exata coisa assim como fizeram no dia anterior e sempre. E as igrejas continuarão a deitar e rolar com a alma dos fiéis e o fiel nem aí com nada, como sempre. A ponta da isca é o dinheiro, assim como a aposta é o dízimo da lotérica. Promessas de soluções fáceis e o milagre à espera. Santas chorando, probabilidades. O segredo é iludir. Ilusão é mutualismo. Todos queremos sonhar.

"O apóstolo Silvio Ribeiro, do Centro de Avivamento para as Nações, deu tiros no diabo que critica a cobrança de dízimo. No culto da Festa da Colheita em 19 de dezembro de 2010, ao receber de fieis dois revólveres de “oferta”, o pastor encenou "um ato profético" dando tiros na cabeça do diabo para quem a igreja não deveria falar em dinheiro.

“[O dinheiro] é a resposta para todas as coisas”, disse o pastor. “Diabo! Bala de fogo na tua cabeça!” O pastor também estava chateado pelo fato de o diabo ser supostamente abstêmio. Com voz gutural, disse: “O vinho -- de que você não gosta e até Jesus tomava -- alegra a vida”.
[Voz gutural... tão celestial]

O Centro de Avivamento para as Nações é uma denominação evangélica mundial. No Brasil, tem templo em Porto Alegre (RS). O apóstolo Manuel produziu o vídeo "Detonando o diabo" com as imagens da encenação. Na edição, ele introduziu som de tiros, música, animação da figura de um chifrudo e efeitos especiais."




Fonte: Paulopes

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Novas portas ainda abertas para Robby Krieger

Por Terry Roland ,7 de janeiro de 2011

Tradução não-oficial: Leandro Loan

Originalmente apresentado na edição de janeiro da San Diego Troubadour

Não sou grande fã de rankings – como em quem é o melhor grupo de todos os tempos? Sabe-se que pessoas argumentam por horas, dias e até anos sobre quem vai para onde em tal lista de artistas favoritos. Mas, se eu fosse pressionado para dar minha lista de cinco bandas de rock preferidas, the Doors estariam bem perto do topo. The Doors ocupam um lugar único no mundo  do rock. Eles parecem ter existido em seu próprio universo pelos últimos 45 anos. Em uma época da história da música em que muitos grupos chegavam em Los Angeles com resultados confusos e desaparecendo rapidamente, the Doors abriram  novos panoramas musicais encontrados no jazz, blues e rock, criando assim uma nova plataforma para futuras bandas. The Doors trouxeram uma diversidade concentrada forjada pelos seus quatro membros distintamente talentosos. Eles expandiram longas e jazzísticas jams antes de qualquer um no rock ter pensado em fazê-lo. Eles desbravaram lugares tendo o rock como performance artística em seus shows, os quais eram, por diversas vezes, imprevisivelmente ásperos e espontâneos.

Com a poética e xamânica performance de Morrison; o velho órgão de igreja convertido à psicodelia de Manzarek; e a firme, consistente e hábil percussão jazzística de Densmore; Krieger trouxe uma abordagem original à guitarra e ao talento artístico, o que faz dele um contemporâneo e parceiro de outras lendas da guitarra de nossa era, como Clapton, Hendrix e Santana. »»

Manchetes de jornal não são muito confiáveis, diz estudo

Um estudo da Universidade da Pencil Vânia acabou de descobrir que manchetes de jornais podem não ser tão confiáveis quanto parecem. O estudo foi realizado com cerca de 40 mil pessoas durante um período de 12 anos em 7 países. Foi um dos maiores estudos realizados na área, no planeta. Já foi feito em outros planetas, mas neste foi novidade. Contou a ajuda de peritos de diversos setores, analisando cada manchete e matéria das principais empresas de imprensa de 19 países da Europa, no período citado. Os nomes não podem ser revelados, ainda, porém 10 delas apresentaram níveis de confiabilidade abaixo do grau mínimo de seriedade, de acordo com a Nova Corte Suprema de Trollohägem, em Kingston, JM. Essa Corte foi estabelecida há dois anos com o intuito de reduzir drasticamente a quantidade de ladainha e bagunça nos meios jornalísticos depois que jornais se aliaram a farmácias de manipulação produzindo drogas cada vez mais fortes para dopar a população. O grande problema são os membros da Corte, que, de acordo com um estudo recente publicado na Califórnia, aparentemente não existem. Isso, os supostos membros da Corte Oficial da Vitrola são fakes de orkut, facebook e vida real, de acordo com o estudo citado. São rumores, sim, pode ser desmentido a qualquer momento, portanto fique ligado.



Fonte: Mai Diq

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Bill Maher e Barry White'House

Esse vídeo de Bill Maher me lembrou das últimas palestras de Marilena Chauí sobre as eleições presidenciais deste ano. Fala sobre os partidos dos democratas e republicanos nos Estados Unidos e de como os democratas, em sua opinião, não estão recebendo o devido suporte às suas conquistas recentes no país. É interessante pra fazer um paralelo sobre o que acontece no Brasil, em relação ao Lula e as críticas (boas ou não) da oposição. Não tem legendas, ainda.



"E não há nada de errado em ser duro com ele. Ele é o Presidente, é nosso trabalho mantê-lo honesto. Mas quando chega a votação e há duas escolhas apenas, você precisa crescer e perceber que existe uma grande diferença entre um amigo decepcionante e um inimigo mortal." - Bill Maher

Transcrição do vídeo (1/10/2010)
Marilena fala de sua posição política

sábado, 25 de setembro de 2010

Nova regra: Pessoas ricas que reclamam estar sendo vilipendiadas deveriam ser vilipendiadas

Por Bill Maher,
24 de setembro de 2010

Tradução não-oficial: Leandro Costa

Nova Regra: O próximo sujeito rico que publicamente reclamar sobre estar sendo vilipendiado
pela administração do Obama deve publicamente ser vilipendiado pela administração do Obama. É tão difícil para alguém dizer a outra pessoa o que constitui estar "rico" ou que taxa de impostos é "bastante", mas eu fiz alguns cálculos que indicam que, considerando o buraco em que esse país se encontra, se você está ganhando mais de um milhão de dólares por ano e está reclamando sobre um aumento de 3.6% na taxa, então você definitivamente é um filho da mãe ganancioso.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Sacanagem nas manchetes

Já faz tempo que presto atenção nisso. Sempre existiu, mas parece que ultimamente têm aumentado o número desse "tipo" de manchete no país. É a famosa (?) manchete falsa, ou manchete sacana. Porque a manchete por si só não é falsa, mas usa da ambiguidade de suas palavras para atrair leitores a clicarem em suas matérias, para depois então descobrirem que "não era bem isso" afinal. Abaixo vão alguns exemplos recentes:

Ator de "O Virgem de 40 Anos" é condenado por esfaquear namorada

Lembram-se do ator de "O Virgem de 40 Anos"? Isso! Aquele mesmo... Mas qual? Exato. A manchete não diz qual ator foi condenado e o leitor, inconscientemente, tende a associar o acusado ao ator principal, que não é o verdadeiro acusado. O ator, no caso, não é o Steve Carell (ver foto abaixo), mas um coadjuvante que nem se encontra no elenco principal, Shelley Malil.

Steve Carell, inocente

Shelley Malil, real acusado


Ex-BBB Dicesar diz que vai processar companhia aérea por preconceito

Quando se clica na notícia, verifica-se que Dicesar não estava falando sério e, sim, fez apenas uma piada por ele ser drag queen e ter recebido a poltrona 24.



George Michael divide ala com pedófilos e estupradores, diz jornal

Quando se entra na notícia, descobre-se que George Michael foi preso por dirigir sob efeito de drogas e, de fato, está em uma ala com pedófilos e estupradores. Contudo, está mantido em uma cela individual, isolado dos demais presos. A situação dele não está muito bonita, de qualquer forma.

"O tabloide conta que Michael foi recebido com festa na prisão e passou a sua primeira manhã no local ouvindo presos das celas vizinhas cantarem os seus sucessos, como "Freedom" (liberdade)."



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São várias manchetes ambiguas. Por incrível que pareça, isso não é "jeitinho brasileiro" apenas. É um hábito comum em diversos jornais pelo mundo. Quando eu achar mais matérias assim, vou colocando aqui. Por enquanto, fiquem com essa de 2008:

Peixe comedor de pênis deixa pescadores preocupados na Nova Zelândia


Comedor de pênis? Não! não é esse pênis que você está pensando...

"Animal que migrou da Austrália se alimenta de órgão sexual de moluscos.
Ambientalistas acreditam que peixe pode reduzir população de cracas."

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sakineh, uma mulher como nós

Por Martha Medeiros

Adoçantes não calóricos. Massagem com compressas de ervas quentes. Máquinas high-tech para eliminar a celulite. Modelador térmico para criar cachos naturais. Esmalte de tratamento para unhas frágeis. Clareador de manchas com ácido bio-hialurônico. Hidratante bloqueador de radicais livres. E sigo folheando uma adorável revista feminina, que nos conduz a um mundo onde tudo é lindo, glamouroso e caro, mas sonhar não custa nada, e viro mais uma página, e outra, enquanto penso: uma moça chamada Sakineh Mohammadi Ashtiani pode morrer apedrejada a qualquer momento por um suposto adultério cometido anos atrás.

Mulheres se candidatam à presidência, dirigem empresas, pedem o divórcio, viajam sozinhas, investem na sua vaidade, mas nenhuma dessas conquistas pode nos orgulhar enquanto ainda houver o costume de enterrar uma criatura no chão com apenas a cabeça de fora para que leve pedradas de diversos homens – e não podem ser pedras GG, tem que ser as de tamanho M, pois exige-se que o suplício seja longo. Que tom de gloss será conveniente para assistir ao badalado evento?

Sei que há diversas outras modalidades de desrespeito aos direitos humanos, inclusive no Brasil, mas neste momento estou vestindo a camiseta da Sakineh. Quero falar sobre o ato primitivo de se apedrejar uma mulher na cabeça até a morte. Não discuto o motivo torpe da condenação, pois nem que ela tivesse matado alguém, em vez de simplesmente ter feito sexo com alguém, seria justificativa. Não há justificativa para a brutalidade. É a lei do Irã, é a religião do Irã, é a tradição do Irã, e daí? Quando meu estômago embrulha, é sinal de que algo bem perto de mim está acontecendo. Distância só existe quando a gente racionaliza, o sentir unifica. O Irã faz parte do mundo em que eu vivo. O meu tempo e o da Sakineh são o mesmo. Somos contemporâneas. Ela não é um personagem, existe. Tem filhos. E se a mobilização internacional não surtir efeito, em breve será enterrada até a altura do busto, com os braços presos para não poder proteger o rosto.

O que dói, mais do que tudo, é reconhecer que avançamos tanto e ainda não conseguimos atingir um grau de humanidade que seja comum a todos, homens e mulheres de qualquer lugar e de qualquer crença. O que podemos fazer por Sakineh? Rezar para que ela seja enforcada, que é o plano B. Ufa, seria um alívio.

Há uma petição circulando pela internet. Acredito tanto na eficiência desses abaixo-assinados como acredito em creme antirrugas, mas volto a dizer: sonhar não custa nada. www.liberdadeparasakineh.com.br Eu já assinei. Agora vou passar meu incrível tônico de renovação celular “future solution”, pois, como qualquer mulher, adoro cuidar da minha pele.

Martha Medeiros

Fonte: ZH

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"Não espere o juízo final. Ele realiza-se todos os dias." (Albert Camus)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Guerra do México

Enviado por Míriam Leitão, Alvaro Gribel e Valéria Maniero

Coluna no Globo

No meio do deserto, ao norte do México, numa cidade onde 70% das ruas são de terra batida, seis mil pessoas já morreram assassinadas desde que começou o governo Felipe Calderón e há dez mil órfãos. Esse é o pior lado do México: Ciudad Juárez. Quem atravessa uma das três pontes chega à segunda cidade mais segura dos Estados Unidos: El Paso, Texas.

Judith Torrea é uma jornalista free lancer, nascida em Pamplona, na Espanha, mas que diz ter seu coração nesta cidade mexicana, no meio do nada. A cidade cresceu nos anos 1960 com a ida para lá das maquilladoras de automóveis. Para espanto da plateia do congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), no último fim de semana, descreveu o cotidiano intratável do lugar que ela define como o mais violento do mundo. Ontem, conversamos longamente:

— Em Ciudad Juárez o perigo é estar vivo. Só este ano já morreram assassinadas tantas pessoas quanto em todo 2008. É uma cidade pequena de 1,3 milhão de habitantes. Os dados oficiais mostram que 116 mil casas foram abandonadas e 10 mil negócios foram fechados.

Esse ambiente de fim de mundo estourou após o início da guerra decretada pelo presidente Calderón contra o tráfico de drogas. Mas o combate se concentra contra apenas um dos cinco cartéis do narcotráfico do país: o cartel Juárez. Outros têm se fortalecido, principalmente o de Sinaloa, controlado por Chapo Guzmán. No primeiro ano do governo de Vicente Fox, do mesmo PAN de Calderón, Guzmán conseguiu escapar de um presídio de segurança máxima escondido num carrinho de lavanderia.

Judith suspeita de tudo. Acha que Calderón iniciou a guerra acreditando que assim legitimaria seu poder, após eleições controversas e que dividiram o México entre ele e o candidato López Obrador, do PRD. Acha estranho que outros cartéis sejam poupados e suspeita do Exército.

— Nós ficamos sabendo dos crimes pelo mesmo sistema de comunicação que as Forças Federais usam. Apesar de sabermos dos crimes no mesmo momento que as Forças Federais, chegamos às vezes até uma hora antes ao local. Eles chegam, não ouvem as testemunhas e declaram que todos são traficantes, mesmo quando são pobres coitados que não têm nem dinheiro para o funeral.

Na semana passada, entrevistei o cientista político mexicano Jorge Castañeda, na Globonews. Ele também falou da guerra travada em Ciudad Juárez:

— Creio que foi um erro do presidente Felipe Calderón ter declarado essa guerra em 2006, sem ter capacidade policial, militar, econômica e de inteligência para ganhar essa guerra. Nunca houve uma definição da vitória. Quando se vai à guerra é preciso saber em que consiste o triunfo. O México não tem uma definição de vitória, não tem estratégia de saída e não tem força suficiente. Foi um erro.

Castañeda disse que o principal país consumidor da droga vendida pelos cartéis da Colômbia e pelos cartéis do México são os Estados Unidos e que 14 estados americanos já liberalizaram o uso terapêutico da maconha. Ele defende a liberalização como forma de destruir o negócio do tráfico de drogas:

— O México e a América Latina devem legalizar a maconha e ver o que acontece. Não podemos mantê-la na ilegalidade, quando ela está sendo legalizada nos Estados Unidos. Na Califórnia, o estado mais rico, vai haver um referendo em novembro e é muito provável que ganhe o sim.

Judith acha que se for liberalizada a maconha, os cartéis vão apenas trocar de mercadoria.

— O narcotráfico é um grande negócio para as autoridades e o poder econômico. Ele corrompe e faz fortunas. Por que não se combate a lavagem de dinheiro? E a corrupção? Está tudo ligado. Eu só acredito em políticas globais contra o narcotráfico — disse.

A jornalista usa uma imagem forte para mostrar a maior contradição:

— Do lado de cá da fronteira morrem tantos. Mas essa droga, pela qual se mata, atravessa as pontes tranquilamente, chega aos Estados Unidos e se transforma num fantasma viajante, porque ninguém a intercepta até chegar nos mercados e poder ser consumida em paz em Nova York e em outras cidades americanas.

Durante algum tempo, Judith trabalhou numa revista de celebridades em Nova York:

— Lá, vi festas em que se consumia cocaína livremente. E onde tantos viam prazer, eu, que nunca consumi droga, via apenas o sangue e os mortos dessa guerra.

O problema de Ciudad Juárez ameaça se espalhar. Hoje é uma terra sem lei, onde os jornalistas se autocensuram para continuar vivendo. O medo de que a violência se espalhe é tanto que hoje mesmo quem detesta o PRI, partido que governou o país por 70 anos, já quer que ele volte nas próximas eleições, o que será, segundo Judith, outra tragédia.

Na visão da jornalista espanhola, o que o México vive ameaça sua própria democracia:

— Hoje, o México é o país onde mais morrem jornalistas, que democracia é esta?

Judith diz que fala porque não quer que desapareça a cidade que ama. Ontem, ela entrou no Facebook e encontrou uma mensagem de uma menina de 21 anos que estava apagando seus amigos mortos da rede de relacionamentos. Já são 15 os seus mortos.

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Para assistir: Breaking Bad